Acorde Sílvio Santos!

O buraco mais embaixo do Oficina – Acorde Sílvio Santos!

Quem quiser conhecer a história de pelo menos os últimos 26, senão 35 anos do Oficina, terá de levar em conta o Buraco que ora se abre pelos atores e associados do Teatro Oficina, ora se fecha a mando dos especuladores imobiliários do Grupo Silvio Santos.

Lina Bardi projetou o Oficina como uma rua, iniciando-se na rua Jaceguay 520, atravessando o muro ao norte (que até agora faz do Teatro, um beco sem saída), em direção à rua Japurá. O Teatro projetado por uma das maiores arquitetas de todos os tempos, criou um espaço ecológico. ?A razão primeira desta rua, é a da entrada do Ar, a ventilação, a energia heólica, para o interior do espaço. Além do Beco, Lina havia projetado toda parede Norte com janelas de vidro abertas para a cidade, para o Estacionamento do Baú da Felicidade. Dia 6 de Janeiro de 1979 abrimos uma janela, onde hoje é a sufocante cabine técnica do Oficina, assinada então pela arquiteta Dionéia.

O Teatro foi Tombado em 1983 com esta primeira janela. Em 1989, exatamente nos dias de queda do Muro de Berlim, quando os atores viajavam, o Grupo Silvio Santos levantou um enorme Muro, fechando as paredes já levantadas, com aberturas de Janelas-Portas e a pequena janela já tombada. A partir desta data tivemos que iniciar a constante abertura de buracos, pelo menos no Beco, para a entrada de ar. Foi um contínuo abrir e fechar. Neste momento vencemos uma Liminar impedindo o início da construção do muro. Na estréia da Luta II, abrimos inteiramente o muro do Beco e colocamos janelas arqueadas de vidro, acompanhando a curvatura dos arcos romanos. Imediatamente o Gurpo SS mandou fechar, e nós continuamos a abrir. Neste Carnaval, em que fizemos espetáculos, tendo de abrir cada noite o que tentaram fechar durante o dia, agora estão pretendendo cimentar com ferros, pois com o calor intenso, não conseguíamos trabalhar no sufoco das janelas fechadas. Hoje, segunda de Carnaval, a parede do fundo da rua do Teatro amanheceu fechado com uma estrutura de aço, e pior nossa própria janela de vidro, soldada, de forma que não podemos mais abrí-la. É um ato sádico de crueldade. Vamos vamos ter que demolir.O que vai nos custar muito dinheiro. Por outro lado as construções não podem ser coladas à paredes de vizinhos. É um absurdo ,além de desumano, ilegal.

A Partir de quarta-feira temos ensaios técnicos para o início das filmagens de Os Sertões no Sábado e Domingo. Vamos ter o Teatro repleto, pois vamos cobrar R$$$$1,00 ( um real) para filmar com um público realmente popular. Vai ser um sacrifício filmar com o Beco Fechado. O Grupo SS pretende construir um Shopping de Cultura. Mas que cultura é esta Essas aberturas não prejudicam nada o vazio em torno do Oficina que agora é estacionamento das Vans do Baú da Felicidade , dos funcionários do Grupo SS e à noite, do público dos Teatros da redondeza: do Oficina e do Imprensa. Estamos fazendo apelo ao público em geral, à mídia, que demova o Grupo Silvio Santos de fazer esta tortura com o Teatro Oficina. Impregnados de ressentimento porque ganhamos uma Liminar impedidno o inicio da construção do Shopping Cultural, o Grupo SS esta transformando a era do tijolo, em cimento-ferro, pior em aço. Em pleno verão das catástrofes que despertaram a nossa consciência de habitantes do mundo da ameaça de sua destrução em massa, insistem nesse ato anti-ambiental.

Essa luta por um pulmão no Centro do Bixiga, está se tornando uma guerra de culturas, a do marketing do capitalismo mais selvagem contra o ar, a respiração da vida. Aproveitam-se do Carnaval para este crime contra nossa humanidade. Acorde Silvio Santos !

José Celso Martinez Corrêa?
Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona


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