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baPHo! Documentário “Martírio” terá exibição no Teat(r)o Oficina na próxima terça (29)

Na noite de terça-feira, 29 de agosto, lua crescente convexa, o importantíssimo documentário “O Martírio” será exibido em + uma Noite Antropófaga no Teat(r)o Oficina. Contaremos também com a presença de Rita Carelli e Ernesto de Carvalho, que abrem o fogo de prosa junto com Casé Angatu Xukuru Tupinambá + Binho Porãn + Adriano Tupinambá + tyazo das noites antropófagas.

A casa abre uma hora antes, às 18h, onde o público poderá conhecer o bar Strum und Mangue e a Lojinha das Relíquias Gráficas e se esquentar no carvão central. Nessa noite será cobrada meia entrada para todas ($10). Moradores do Bixiga pagam $5.

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SERVIÇO
Data: TER 29 de agosto de 2017
Horário: 18h00 (o filme será exibido às 19H)
Ingressos: R$ 20 inteira R$ 10 meia Bixiga R$ 5
Local: Teat(r)o Oficina (Rua Jaceguai, 520, Bixiga. Tel:11 31062818)
Duração: 2h42min + fogo de prosa com os presentes
SEJA UM CO-PRODUTOR DO TEAT(R)O OFICINA: http://teatroficina.org/

MARTÍRIO
A grande marcha de retomada dos territórios sagrados Guarani Kaiowá através das filmagens de Vincent Carelli, que registrou o nascedouro do movimento na década de 1980. Vinte anos mais tarde, tomado pelos relatos de sucessivos massacres, Carelli busca as origens deste genocídio, um conflito de forças desproporcionais: a insurgência pacífica e obstinada dos despossuídos Guarani Kaiowá frente ao poderoso aparato do agronegócio.

The great reclaiming march for the sacred Guarani Kaiowá territories through Vincent Carelli’s filming, who recorded the birthplace of the movement in the 1980s. Twenty years later, touched by the successive massacres reports, Carelli searches the origins of this genocide, a conflict of disproportionate forces: the peaceful and obstinate insurgency of the dispossessed Guarani Kaiowá against the powerful apparatus of agribusiness.

162′, cor, 2016, Brasil
Direção: Vincent Carelli, em co-direção com Ernesto de Carvalho e Tita.
Roteiro: Vincent Carelli e Tita.
Fotografia: Ernesto de Carvalho.
Som direto: Ernesto de Carvalho, Vincent Carelli e Fausto Campolli.
Montagem: Tita.
Desenho de som: Gera Vieira, Nicolas Hallet e Tita.
Mixagem de som: Gera Vieira, Nicolas Hallet.
Música: Bro MCs.
Correção de cor: Tiago Campos Torres
Finalização: Fábio Menezes
Produtora Executiva: Olívia Sabino.
Empresas produtoras: Papo Amarelo & Vídeo nas Aldeias.
Elenco/Entrevistados: Celso Aoki, Myriam Medina Aoki, Oriel Benites, Tonico Benites e comunidades Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul.

AS NOITES ANTROPÓFAGAS
as noites antropófagas são encontros sazonais no terreyro eletrônico, que começaram na última quarta (16/8), com a exibição do filme O Rei da Vela, no teat(r)o oficina. no fogo de expansão da universidade antropófaga, essas noites desejam conectar presenças na força dos encontros. encontros de potências, de visões de mundo, de desejos… de toda espécie de gente inflamada, por ofício y paixão, em devir ventania em contracenação com as incertezas políticas do agora, em contracenação com o fascismo enlatado que precisa ser despedaçado, comido, cozido, não crú!

inspirados no rito de macumba antropófaga, em cartaz até 24 de setembro, y na poesia encarnada d oswald d andrade no manifesto antropófago, convidamos diferentes potências para nos presentearem com suas visões de mundo y nos devorarmos juntos, nesse terreyro, no fogo da antropofagia como direção estética, política y tesuda da vida.

na antropofagia o ato de comer nunca é dissociado de sentido. as tribos antropófagas devoravam humanos principalmente em duas situações: os parentes mortos, para que não fossem devorados pela terra fria, sendo reservado aos entes queridos o calor da deglutição; e os inimigos sacros, para que fosse absorvida sua força. esse ato tem como finalidade a transformação permanente do Tabu em Totem.

um banquete antropófago é justamente um rito de adoração da adversidade, que abomina práticas de neutralização ou extinção de outras culturas, pensamentos, estéticas e visões de mundo.

com o fascismo crescente hoje na direita e na esquerda — no desejo de aniquilação das diferenças, é justamente a perspectiva antropófaga que deveria entrar em cena como filosofia política, como experiência de contracenação, como prática de remoção dos antolhos para ver o antagonista com olhos livres.

Lina Bardi nos ensinou a nunca parar de criar, mesmo no que ela chamava de “precariedade radical”. o artista, sobretudo na arte teatral, não pode esperar por condições ideais, não pode jamais deixar de estar preparando-se pra estar em cena, estando sempre n’ela dentro e fora do teat(r)o. a macumba antropófaga foi realizada desta maneira neste ano de desmonte da cultura, quando a companhia perdeu também o patrocínio da petrobras… y assim seguimos com os encontros expandidos, transando outras linguagens y artes nas noites antropófagas! em tempos d cri$e y insurreição: é preciso muita felicidade guerreira y fogo d re-existência pra transformação do tabu em totem!

acreditar no sinais
instrumentos
estrelas

… a alegria é a prova dos 9 !


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