A bilheteria, até os anos 60, era a principal fonte de renda das companhias de teatro. Essa tradição, de pagar o ingresso pela cultura, existiu mesmo em grupos com financiamento, como foi o caso do TBC, onde Franco Zampari, em 1948, aglutinou milionários da elite paulistana para investir em um teatro de repertório com o pagamento permanente de artistas e técnicos. A constelação do TBC era formada por uma geração que tinha Cacilda Becker, Adolpho Celi, Sérgio Cardoso, Paulo Autran, Tônia Carreiro, Cleyde Yáconis, Walmor Chagas, artistas que saíram desse celeiro de criação e fundaram muitas companhias, capitaneadas por essas estrelas. A partir do final da década de 50 surgiram as companhias jovens como o Teatro Oficina e o Teatro de Arena, que tinham outras estruturas de criação e linguagens estéticas muito diferentes, mas a bilheteria era também uma fonte de renda, que além de ser parte fundamental do orçamento, é a valoração mais direta entre os artistas e o público.