Chamado para o Cultura Atravessa

IÓ!

*XAMADO DESTA ÁRVORE CESALPINA*
PARA
*DIA 16*
NO
*CULTURA ATRAVESSA*
ÀS
*19H*
ATRAVESSARMOS COMO ELA OS MUROS QUE TENTAM NOS ENCAIXOTAR

A árvore sagrada do Terreiro Eletrônico do Teatro Oficina tem suas raízes no jardim do Teatro e expande seu tronco e suas antenas verdes até o entorno, visto pelo janelão da Rua Lina Bardi, dando a benção de sua sombra ao bairro do Bexiga.

Ela é o ponto fulcral para que o Condephaat retire sua autorização, dada em maio, para que a especulação imobiliária e financeira construa torres no entorno do Teatro causando:

1º – A destruição da Cesalpina

2º – O amuramento da fachada de vidro que dá para a Rua Abolição e Jaceguai, visão dos 20 anos dos espetáculos aqui realizados

3º – Retrocesso na caminhada para a conquista do espaço público que, juntamente com o TBC e a Casa de Dona Yayá o Teatro Oficina quer criar: uma Praça da Paixão da Cultura, que vá ao encontro do Vale do Anhangabaú da Feliz Cidade.

É o momento de um *encontro público* com todos os artistas (somos todos) com poder de injetar grande influência sobre o destino não somente do Teatro Oficina e seu entorno mas tambem de toda ameaça que paira sobre a desaparição do bairro do Bixiga com a construção de torres pretendidas também pelo Governo Alckmin.

Precisamos de todos que virão ao Oficina para trazer luzes e energias a fim de não acontecer a morte do Oficina Uzyna Uzona, anunciada justamente pelo órgão de defesa do patrimônio cultural da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo.

Ió amados que amam a Cultura do Teat-r-o !

Todos que fazem ou não parte do elenco do Oficina Uzyna Uzona sintam-se convocados desde já a preparar também este encontro de segunda-feira, antecipador da Primavera Brazyleira das Mutações de Apoteose de 2013.

A participação da Presidente do Condephaat também está desde já convocada. Ela afirma que todos poderão pedir a revisão do projeto mas no fim da Audiência Pública do dia 5 de setembro, convocada pela Comissão de Cultura da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, finalizada num clima de muito entusiasmo,
percebi que nada havia se transformado em seu “viewpoint” quando perguntei a ela, em sua Última Cena:

ZÉ CELSO – Porque nós não fomos consultados para uma reunião
quando se deu a permissão à construção das *torres da Sisan*?

ANA LANNA – Porque vocês não são proprietários do terreno.

Percebi que a cabeça da presidente continuava esculpida numa pedra dum Museu de Abstrações. Nada havia mudado, mesmo com todas as discussões férteis da Audiência. Por isso a convido através deste documento a vir discutir com as pessoas da área cultural e artística deste ponto de vista: cultural e artístico mesmo, da beleza da estética na ética.
Talvez Ana Lanna comece a mudar, não por ameaças – essa atitude não será bem vinda neste encontro – mas pelas luzes dos artistas que sinto que podem tocar este ser humano mesmo com o preconceito que ela possa ter ou não contra nós, meros tecnoartistas.

Será que não é visível a olho nú, pele, a importância do Tombamento Histórico pelo próprio Condephaat, tombamento real, vital, concreto, que 10 anos depois gerou uma *Obra de Arte Arquitetônica Urbanística* de Lina Bardi e Edson Elito, ao mesmo tempo que o nascimento público de uma Companhia permanente de artistas, a *Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona*?

O Tombamento Histórico ensina, produz, cria, e não pode ter suas raízes e antenas destruídas jamais.

No cimento das bordas da fonte de água do Teatro Oficina está escrito em baixo relevo, conforme a direção de arte da grande artista plástica Laura Vinci:

“ETHERNIDADE”

Zé Celso
xama oficialmente como
Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona
juntamente com todos ligados no *Cultura Atravessa*
pro dia *16 de setembro de 2013*, às *19h*
tendo como tema o Teat(r)o Oficina tombado e seu entorno
com sua árvore sagrada viva
apostando na ressureição do Bixiga
coração da Periferia Central de Sampã

“TRANSMISSÃO AO VIVO PELA INTERNET”:https://new.livestream.com/uzyna/reexistencia