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INGRESSOS PARA A TEMPORADA DE RODA VIVA NO OFICIN...

INGRESSOS PARA A TEMPORADA DE RODA VIVA NO OFICINA

Ió, público!

Todos os dias já estão com ingressos esgotados na internet,
mas não se afobe, não!
existe sempre uma cota para venda presencial na bilheteria do teatro, no dia do espetáculo
são poucos ingressos y abrimos 1h30 antes da peça.
chega cedo q rola!!!!!!
*na venda presencial, limitamos a compra de 2 ingressos por pessoa na bilheteria.

SERVIÇOS | RODA VIVA – TEMPORADA NO TEATRO OFICINA

DE CHICO BUARQUE

De 23/12/2018 a 10/02/2019

Sexta a domingo

Horários: Sexta e sábado, 20h. Domingo, 19h

SESSÕES ESPECIAIS:

23/12 – DIA DE LUIZ. Domingo, 14h30.

25/12 – NATAL. Terça-feira, 20h.

31/12 – ANO NOVO. Segunda-feira, 20h.

Ingressos:

R$ 60 inteira

R$ 30 meia (estudantes, aposentados, professores e artistas)

R$ 25 moradores do Bixiga (necessário comprovante de residência)

R$5 (estudantes secundaristas de escola pública, imigrantes, refugiados, moradores de movimentos sociais de luta por moradia) – limitados à 10% da lotação diária

Local: TEATRO OFICINA UZYNA UZONA- Rua Jaceguai, 520 – Bixiga, São Paulo, SP

Duração: 3H30 (com intervalo de 15 minutos)

Indicação etária: 14 anos

COMPRE: bit.ly/rodavivanoOficina

 

SINOPSE

A dramaturgia de Roda Viva é a ascensão e queda de Benedito Silva (Roderick Himeros), cantor e compositor de sucesso inventado e fabricado pela mídia. A trama se desenvolve pelas intervenções do Anjo da Guarda (Gui Calzavara) e do Capeta (Joana Medeiros), que fazem de Benedito o cantor de grande sucesso popular Ben Silver. Mané (Marcelo Drummond), amigo de juventude do protagonista, durante todo o espetáculo fica na mesa de bar, como um fio terra de Benedito que tem sua genialidade fabricada e ininterruptamente monitorada e redirigida pelos índices de popularidade. Assim, Ben Silver, o herói pop é transformado em Benedito Lampião, cantor “bem brasileiro, bem violento, cantando baião e marcando o ritmo na queixada”. Quando ele enfim é devorado pelo coro, sua esposa, Juliana (Camila Mota), o substitui como novo ícone da cultura, liberta da formatação, com um acordo cosmopolítico de produção.

Da dramaturgia original, canções que depois tornaram-se famosas no repertório do autor, como Roda Viva e Sem fantasia. Na montagem de 2018 foram incorporadas a obra prima de 2017 Caravanas e a bossa nova Cordão.

A primeira montagem acontece em 1968, ano emblemático de ebulição política e cultural no mundo. Na encenação, Zé Celso dá espaço para um novo agente que leva a dramaturgia adiante: o coro é o grande provocador de Benedito e sua dupla de empresários, já que a entidade múltipla e diversa vai se transfigurando e incorporando os sucessos e fracassos do ídolo construído. Neste 2018, a companhia põe em cena, pra além do show business, a criação e devoração dos mitos e messias do aqui e agora.

E foi no final de 1967 e início de 68 que o coro de RODA VIVA transformou radicalmente o Teat(r)o Oficina. A multidão que tomou o espaço do protagonismo era uma geração que trazia em si todas as revoluções.

Inaugurou-se ali a linguagem coral no teatro brasileiro, um retorno aos ritos, aos dityrambos gregos, à pré-lógica indígena, a descolonizar e radicalizar o fazer teatral em plena ditadura militar no Brasil, em pleno nascimento da Tropicália, movimento cultural antropófago. Se em 68 o coro de RODA VIVA quebrou a quarta parede entre palco e plateia, misturou e modificou o moderno teatro brasileiro, e consequentemente o teatro contemporâneo, hoje, 50 anos depois, a bola do coro de 68 foi recebida pelo coro de 2018, com a direção de quebrar todas as paredes, em escala urbana. A religação do povo com a Cultura e da Cultura com o povo.


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