Descobrir a Praça da Paixão

*Uzyna Uzona e Supersudaca abrem os terrenos envoltórios do Teatro Oficina para que as pessoas tragam seus corpos a um encontro de descoberta da Praça da Paixão*

Amanhã, dia 8 de novembro de 2013, às 19 horas, será aberto ao público, em caráter experimental, intervenção proposta pela X Bienal de Arquitetura ao Teatro Oficina e ao Coletivo de artistas latinoamericanos e europeus Supersudaca.

Realizada no terreno envoltório do Teatro Oficina, talvez a maior área livre ainda existente no centro de São Paulo, a intervenção consiste em abrir a experimentação de uma área livre, pública e verde aos moradores do bairro do Bexiga e de toda a cidade.

Serão três dias com acesso livre ao terreno, pela Rua Jaceguai, 520. Na sexta-feira, dia 8, das 19h às 22h acontecerá uma jam session, uma improvisação musical com artistas do grupo Bixiga 70. O grupo convida todos os músicos que queiram comparecer com seus instrumentos e integrar a improvisação.

No sábado e domingo o terreno estará aberto das 10 da manhã às cinco da tarde.

No sábado, ao meio-dia, haverá um piquenique e os artistas propõem ao público que traga frutas que desejem ver crescer no terreno para plantar suas sementes.

No final de semana três acessos ao terreno estarão abertos, pela Rua Jaceguai, pela Rua Abolicão através do portal construído pela Cia. Oficina quando encenou a Macumba Antropófaga e pela Rua Santo Amaro, de onde o visitante tem vista panorâmica da área. Nesses mesmos dias acontecem as duas últimas sessões do musical atualmente em cartaz no Oficina – Cacilda!!! – que tem início às 18h com ingresso a R$40,00.

Na confluência das ruas que chegam ao terreno está disposto um pequeno gramado no formato da área toda mas com um décimo de seu tamanho. O público poderá ocupar esse espaço livremente, apropriando-se dele da forma que desejar.

O terreno envoltório do Teatro Oficina, de propriedade do Grupo Silvio Santos, tornou-se um imenso vazio ao longo de 4 décadas e atualmente o braço imobiliário do grupo, a Sisan, pretende construir ali duas torres residenciais que aniquilariam com o atual Teatro Oficina, projetado por Lina Bardi, que previa sua expansão e abertura. Ao mesmo tempo o Grupo Silvio Santos empresta, em comodato, os terrenos ao Oficina desde 2010 e a Cia. Teatral ocupa essa área com diversas construções a atividades. Ali já foram montados um teatro para duas mil pessoas, um circo, três diferentes restaurantes e a área é, desde o empréstimo, palco de praticamente todas as encenações do Oficina.

O final de semana é portanto uma oportunidade de conhecer os projetos do Oficina para o entorno e entender qual a atual situação dessa área que os poderes públicos, principalmente em esfera federal, buscam trocar com o Grupo Silvio Santos para dar de volta ao bairro do Bexiga sua vocação cultural. Todos os dias os visitantes serão recebidos pela equipe formada pelo Supersudaca e pelas arquitetas cênicas da Uzyna Uzona Carila Matzembacher e Marília Gallmeister. Eles se revezarão no local tirando dúvidas e trocando ideias com os visitantes.

Esta abertura amanhã é a segunda parte do Modos Colaborativos, promovido pela X Bienal de Arquitetura para propor uma reflexão sobre regiões centrais da cidade que foram prejudicadas por intervenções urbanas predatórias.

Na “primeira etapa”:http://teatroficina.com.br/menus/45/posts/734 as ideias de ocupação extrapolaram os limites do próprio terreno, considerando a possibilidade de criar-se a Universidade Antropófaga – como o Oficina Uzyna Uzona denomina o trabalho de ensino e aprendizado prático na construção de suas peças – ocupando os baixos do Minhocão e todos os terrenos remanescentes da desapropriação realizada para a construção dessa obra que escarificou o Bexiga.

Nesta segunda etapa os artistas focaram seu trabalho na importância de revelar a amplidão do terreno para a população e propor formas da arquitetura incentivar a criação teatral nas pessoas que frequentem o lugar.


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