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Duas sessões gratuitas no Mês da Cultura Independe...

Duas sessões gratuitas no Mês da Cultura Independente

O Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona é um dos destaques da programação do “Mês da Cultura Independente”:http://www.culturaindependente.org/agenda////Teatro///1//, festival de artes promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo. O Oficina participa com duas montagens de sua produção recente: *Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada* (dia 27/09, às 18h) e *Walmor y Cacilda 64 – RoboGolpe* (dia 28/09, às 18h). Esses dois musicais recriam momentos diversos da vida e obra da atriz Cacilda Becker para reinterpretar fatos da história recente e atual do Brasil – e, assim, jogar luz na própria história do Teatro Brasileiro. Ambas montagens têm direção de José Celso Martinez Corrêa e serão realizadas no Teat(r)o Oficina, com entrada franca.

No sábado (27/09), mais de 40 atuadores da Companhia da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona (entre atores, músicos, videomakers, artistas visuais, dançarinos e técnicos) entram em cena com *Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada*, onde o fim da paixão entre a atriz Cacilda Becker e o diretor Adolpho Celi, principal motor da criação do TBC – Teatro Brasileiro de Comédia, inspira uma trajetória que vai marcar o final de uma era – de modelo e de produção – do Teatro nacional. Três peças que Cacilda Becker fez são a base para esse musical: “Seis personagens à procura de um autor”, de Luigi Pirandello, “A Dama das Camélias”, de Alexandre Dumas Filho, e “Antígone” de Sófocles. Misturando a dramaturgia desses três textos a acontecimentos da vida de Cacilda Becker e do próprio Oficina, a montagem leva a Atriz Matriz, que vivia seu apogeu de rainha do TBC como amante e amada do Diretor, a ser destronada pela Divina Afrodite Tônia Carrero, através da dionisíaca paixão CineTeatroGráfica Tônia-Celi.

No novo TBC – Teatro Berrini de Comédia, o ensaio é invadido por personagens do antigo TBC – Teatro Brasileiro de Comédia, para dissolver barreiras de classes entre Teat(r)os antagônicos. Com a chegada de Tônia Carrero, novo foco da paixão de Adolfo Celi, Cacilda Becker é destronada. Cacilda sai, então, da Casa do Drama e faz o derradeiro percurso: o duro aprendizado na Tragédia Grega, para devorar sua paixão morta e eternizá-la em suas entranhas de atriz. Camila Mota e Sylvia Prado vivem Cacilda Becker ao lado de Joana Medeiros (Tônia Carrero), Roderick Himeros (Adolfo Celi), Marcelo Drummond (Creonte), Zé Celso (Zampari Papaizão) e muitos outros atuadores da Cia. Oficina Uzyna Uzona e da Universidade Antropófaga.

Para mais informações sobre elenco e ingressos de Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada, “entre aqui.”:http://teatroficina.com.br/events/237

Já no domingo (28/09) será a vez do público viver junto com a Cia Uzyna Uzona as emoções de *Walmor y Cacilda 64 – RoboGolpe*, peça poema musical criada para jogar luz numa relação de 50 anos com o imaginário da Ditadura Militar e seus efeitos para a Arte no Brasil. Em 1964, Cacilda Becker (Camila Mota) é dirigida por Walmor Chagas (Marcelo Drummond) em A Noite do Iguana, de Tennessee Williams, e Cleyde Yáconis (Letícia Coura) está presa; paira um clima de interdição aos Teatros onde peças ditas subversivas fazem sucesso. O DOPS intima a classe teatral paulista a depor e Maria Della Costa (Juliane Elting) e Cacilda Becker (Sylvia Prado) respondem ao interrogatório com uma clareza que deixa constrangido o delegado (Acauã Sol), diante das TVs que filmam a cena.

Ao mesmo tempo, as “Iguanas do Dragão de Muchas Cabeças” (Cia. Oficina), os “subversivos” que São Jorge Robogolpe (Acauã Sol) tenta submeter ao estado exceção, usam a potência da criação para manter viva a liberdade encarnada em cena por cada atuador. Como nós, corpos sujeitos da vida e da história, vamos contracenar com esta pessoa tanque de guerra de ficção científica, quase um Robocop, apresentada orgulhosamente para coibir o ato de manifestar-se livremente, na Copa e nas ruas do país? Para responder, poesia, música e política criam uma ação/palavra/cantada onde o Teat(r)o Oficina – símbolo e palco de revoluções libertárias, tanto na década de 1960 quanto agora – reinterpreta fatos importantes da história recente do Brasil – entre eles o “suici-DAR-se” de Getúlio Vargas, as Reformas de Base, a censura aos Teatros, a caça aos artistas, o financiamento da ditadura por parte das classes de Poder, a Copa do Mundo e as manifestações recentes nas ruas do Brasil. A direção musical de Walmor Y Cacilda 64: Robogolpe é assinada por Adriano Salhab, Montorfano e Giuliano Ferrari.

Para mais informações sobre elenco e ingressos de Walmor y Cacilda 64 – RoboGolpe, “entre aqui.”:http://teatroficina.com.br/events/238


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