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Editora da Unesp lança livro de Christopher Dunn sobre a Tropicália

Brutality Garden é o título do livro de Christopher Dunn saído há dez anos nos Estados Unidos, que agora chega ao Brasil pela editora da Unesp com o título Jardim Brutalidade.

Abaixo o texto de apresentação do livro escrito por José Celso Martinez Correa

LIVRO CARAMANCHÃO DO JARDIM

A BRUTALIDADE DA DELICADÊNCIA DAS DELÍCIAS

DIASPÓRICAS TECNIZADAS Q FLORIRAM NA ETHERNA FLOR TROPICÁLIA NO JARDIM AMURADO BRUTALMENTE DO MUNDO COMEÇANDO A RUIR EM 1967

Se você ler este livro,
vai sacar que a democratização
do mundo se faz por si.
Se caem o Bloqueio de Cuba,
os Muros de Gaza, México,
os recentes da Favela no Rio,
Morro X Cidade
Favela X Classe Média
tudo q separa,
o amante X amado
pode-se perceber
como num prato
livre das receitas
neste livro
as misturas se misturando
pra se comer bem.

Chris pela interpretação da arte poética
do fim do milênio passado
no brazeiro do Brazyl,
revela a desescravização
q veio vindo
com a prática do exemplo
das culturas arcaicas
fortemente orgânicas
praticamente phoderosas,
inspiradas nos movimentos livres da vida,
nas Artes, sempre xamânicas,
no seu phoder regenerativo
sempre re-criativo,
potencializado na cyberevolucão
vem libertando o mundo com seu deus
o Dytirambo
o 1º nome de Dionisios,
deus do Ritmo hoje imperando,
misturando Música,
Política, Poética Pragmática,
e seu destino determinado na Tragédia
das diásporas que viram em sua miscigenação, mistura, entredevoramento, antropofagia:
Komédia y Orgya.

Chris Dunn produziu
uma obra de percepção política do mundo,
não da decadente presente falta de arte política,
dos políticos sem talento
que hoje nos martirizam com guerras,
corrupção,
máfias,
muros, manias homofóbicas, patriarcais, tagarelas, especulativas, obscuras.
Percepção sim, pela política do poder humano potencializado nas rodas das macumbas,
reafirmo, dytirambicas,
quer dizer, na Roda Viva de tudo q é música:
que dá a Política, a Poesia,
do paradoxal e contraditório
como Eros, inpirando como em Homero
sem distinguir,
canção popular, teat(r)o, cinema, arte chamada plástica
envolvendo,
tirando quadro da parede
vestindo pra dançar,
sim, pra sobretudo : Dançar!
Desta matéria misturada
no fim do último milênio,
já nascida, crecida,
nos modernistas antropófagos
dos anos 20,
Chris saca a deflagracão de um movimento
que no final do século,
misturado como os Cantos de Homero,
sem saber se era música-cinema-teatro-ação política, científica, poesia, prosa, erudita, popular, nacional ou estrangeira,
antiga, moderna, ou brasileira,
veio à tona,
comeu de tudo que o mundo oferecia
e fez o eterno retorno ao primitivo,
mas tecnizando-o,
manifestando-se sincronicamente,
sem prévia combinação,
neste movimento da nova cultura política balançando os quadris
chamada Tropicália.

Veio a Contra Revolução no AI 5, o todo Homérico se separou, foi pro submarino
ficou à tona a arte mais fluida
na tecnologia q já anunciava a Internet,
a música,
q assobia a nova revolução:
a pop dos chamados “tropicalistas”,
o contrário dos “istas” fundamentalistas,
tropikapitalistas,
guerreiros dessa guerra
cúmplices antenados
e enraizados em rizomas flutuantes,
da vontade de poder de toda vida-morte-vida,
na felicidade guerreira homérica
q viva, no fundo d’amar,
agora com a revolução digital,
vem à tona de novo,
no teat(r)o cinema política,
na vida dos homens e mulheres da vida, homossociais, como escreveu Chris
neste mapa da nova política
chamada Etherna Mutante Tropicália.
É o livro fundidor, só comparável
ao “Manifesto do Partido Comunista” de Marx.
Se quiserem antenar-se com a fala desta língua que no Brasil veio do retorno ao Iorubá,
ao Tupy or not Tupy
este livro traz essa Cosmogonia. Podes Crer.

Na Grécia ainda desligada
de sua própria mitolorgya,
a ortodoxia
não deixou ainda cair a ficha antropofágica
pra que os gregos retornem à nutrição
de sua mitologia pagã
a mais rica de todos os tempos,
mãe de todas as políticas, inspirada em Éros.
Nós nas ondas aéreas e terrestres da Tropicália vamos, Dionísios e Bacantes
pra lá em 2010,
nas pedras esculpidas que estão a nos chamar,
no Teat(r)o de Cura, de Epidauros
de 12.000 lugares, em transmissão pela Internet comer em MitolOrgya diante do mundo,
essas pedras brutalidades
dormindo em Jardins carregados
de arquibancadas sertanejas de flores.
Tudo isso aprendi com Chris,
ao saber que na arte
está a politica desta mudança de Eras de Éros.

“bananas negras
sob palmeiras
os poetas de meu país são negros
braços de abraços desterrados que assobiam
brutalidade jardim
aclimatação
um carnaval de verdade,
hospitaleira amizade,
brutalidade Jardim
Martírio Secular da Terra
Hospitaleira Inimizade
Jardim Brutalidade”

OA

Serafim PONTE GRANDE! mixturado com Os Sertões

Chris Pagão
negão lourão
de Tulane New OrLeão
Oswald de Andrade
da foto do Poeta na Mocidade
olhos azuis, nas rugas da testa, nas entradas,
foi buscar nas veredas mal navegadas
do país bruto da amnésia, da gramática
dos monólogos d’auto ajuda, da dramática
o Jardim do elo encontrado do movimento
seu antropófago universal nascimento,
e acompanhou até hoje, no tempo
cada flor chamada perversa, dita daninha,
crescendo como praga invadindo a mesquinha
Brutalidade
parte da perfeição da vida em cada idade
Oxímoro, rebolando magnífico no cú do mundo
dos Trópicos do Corpo mais fecundo


Chris da Justiça Justa de Xangô Advogado
dos golpeados
à esquerda e à direita
fez a coisa bem feita
sons, letras, te-atos, q Brutalidade nem percebia
plantou Jardim sinuoso, Tropicália Cosmogonia
livro oiticica caramanchão
estufa abrigando todo arco da manifestação
de toda diáspora multidão
de jardineiros
em crise explodindo férteis no Globo, inteiros
mortais de todas imortais tropicálias
eternas genitálias,
didascálias
sintonizadas nos percursos
dos musicais discursos
sobretudo Caetanos Gils Tom Zés, bahianos
em todos os santos ou diabólicos anos,
nos beats cine-cyber-musos-pernambucanos
cariocas parangolés afro funk americanos
no Índio que virá e acabou vindo
Evo na Agripina PanAmérica descaindo
na mudança da Era q se vê
Cuba-Libre Obama Lula China India Caetê
terceira dentição da antropofagia
sem precisão de utopia, religião ou ideologia
nascimento de poder como Maysa, só ser

Chris Sagitário
Wisnik concreto, delicado Roberto Piva, vai ler
vai ser comido no uzynauzona de SamPã
dos plantadores de Oficinas de Florestas fãs
de agora em diante também de Chris Dunn
guerreiro da felicidade
na brutalidade ,
no fim do “ismo”
do reducion“ismo”,
do tropicapitalismo
assassinos da indústria de guerra
de anjinhos q vendem o “barato” da terra
marechais da inútil batalha do narco
incendiários do jardim o mais belo e arcaico
no globo hoje contra-culturas
das rheais éco-agriculturas
necessárias à felicidade guerreira
esforço de guerra virando pomar a terra inteira,
“homossocial” poeta semente plantando a esmo,
Chris, amando o próximo, como a si mesmo
sem cruz, livro de música e letra, roteiro,
vulgata pra luta bruta mundial brazyleira.

José Celso Martinez Corrêa

13:40 – 3 de junho 2009-06-03 no mês das 3 Fogueiras

Evoé

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