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baPHo! Primeira Noite Antropófaga no terreyro elet...

baPHo! Primeira Noite Antropófaga no terreyro eletrônico celebra 56 anos com exibição de “O Rei da Vela”

IÁ!
hoje, 16 d agosto,
o aniversário de 56 anos do terreyro eletrônico será comemorado em um ensaio vivido pelo elenco de O REI DA VELA + o elenco de MACUMBA ANTROPÓFAGA + o público, xamado pra juntos assistirmos pelos projetores e TVs do teatro oficina o filme O REI DA VELA
a festa é o rito do ensaio – a exibição do filme é o início da devoração da montagem encenada de 1967 a 1971, da descoberta das interpretações que nascem neste ano de 2017, reveladas pelo texto no aqui e agora.
nesta festa, ensaio, o teat(r)o oficina y a universidade antropófaga abrem o rito seminal das NOITES ANTROPÓFAGAS
no fogo d insurreição do teat(r)o y da vida ligada à arte
em contracenação com fascismos de Estado
y ismos desse tempo tapado
desejamos o phoder da presença
d corpos, desejos y fógos
conectados
no cordão dourado d amantriarcado
na rua Lina Bo Bardi
pra celebração dos 56 anos do terreyro
terreyro eletrocandomblaico y da profissionalização da Cia.
o bar strume und mangue abre 19h
para a concentração de atuadores y público
e pausa seu funcionamento
para a exibição do filme O REI DA VELA às 20h
não será permitida a entrada depois do início do filme,
que tem 2h40min de duração
cobraremos meia entrada para todos: R$10,00
os espetáculos de macumba antropófaga deste fim d semana (19 y 20 d agosto) serão dedicados às celebrações desse aniversário.
dia 16 de agosto de 1961, com a estreia d a vida impressa em dolar (awake and sing), surgia uma nova forma de espaço cênico em SamPã, arquitetada por Joaquim Guedes: duas arquibancadas para o público que sentava-se de um lado ou de outro, confrontando-se, tendo no meio o lugar da atuação; um teatro sanduíche em que os atores e atrizes eram o recheio; duas paredes laterais e o pé direito alto, suportes para cenógrafos como Flávio Império criarem maravilhas plásticas; toda a estrutura dos refletores à mostra.
Lina Bardi nos ensinou a nunca parar de criar, mesmo no que ela chamava de “precariedade radical”. o artista, sobretudo na arte teatral, não pode esperar por condições ideais, não pode jamais deixar de estar preparando-se pra estar em cena, estando sempre n’ela dentro e fora do teat(r)o. a macumba antropófaga foi realizada desta maneira neste ano de desmonte da cultura, quando a companhia perdeu o patrocínio da petrobras y assim seguimos a devoração com as noites antropófagas!
y desejamos
expandir o nosso cordão dourado d co-produtores
amantes adorados
dessa arte viva
d teatro d multidão
é preciso muito leite
pra alimentar esse bando danado!
precisamos reinventar
na presença
novos modos d economia
saindo da era da energia fóssil
pruma energia alquímica
renovável!
venham pro oficina
y se liguem também
na nossa caixinha d pandora
virtual
dá seu leitinho! mééééééé
as noites antropófagas seguem caminho
com programação sempre quente
em breve divulgada!
fiquem ligados!
_________________________
filme O REI DA VELA
“Filmado no Rio de Janeiro no ano de 1971 durante a temporada de O rei da vela no Teatro João Caetano e com Externas na Páscoa deste ano, em pontos Totêmicos da Cidade, o Filme teve uma história labiríntica internacional para ser montado. Atravessou o Exílio do Teatro Oficina em 1974, e teve suas latas levadas clandestinamente pra Europa, pela Embaixada Francesa em SamPã por iniciativa de uma das Atrizes do Filme: a Genial Maria Alice Vergueiro.
A história deste filme atravessa a revolução Portuguesa dos Cravos, as fronteiras perigosas da Espanha ainda de Franco, chega a Paris, quase engolida numa inundação pelo Rio Sena.
Eu já achava q jamais ia ver o filme pronto antes de morrer, quando o Produtor de Cinema, Paulo Sacramento, fez acontecer esta Versão Masterizada do Filme juntamente com muitos outros Grandes Filmes chamados de Marginais durante a Ditadura.”, ZÉ
Passaporte o rei da vela, programa original do filme: http://bit.ly/passaporteoreidavela

SERVIÇOS
Horário: 19h00 (o filme será exibido às 20h)
Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia) e R$ 5,00 (moradores do Bixiga, mediante comprovação de residência).
Local: Teatro Oficina (Rua Jaceguai, 520, Bixiga. Tel: 11. 31062818 ).
Duração: +- 3h
SEJA UM CO-PRODUTOR DO TEAT(R)O OFICINA: http://teatroficina.org/
SOBRE AS NOITES
as noites antropófagas são encontros sazonais no terreyro eletrônico, que começaram na última quarta (16/8), com a exibição do filme “O Rei da Vela”, no teat(r)o oficina. no fogo de expansão da universidade antropófaga, essas noites desejam conectar presenças na força dos encontros. encontros de potências, de visões de mundo, de desejos… de toda espécie de gente inflamada, por ofício y paixão, em devir ventania em contracenação com as incertezas políticas do agora, em contracenação com o fascismo enlatado que precisa ser despedaçado, comido, cozido, não crú!

na antropofagia o ato de comer nunca é dissociado de sentido. as tribos antropófagas devoravam humanos principalmente em duas situações: os parentes mortos, para que não fossem devorados pela terra fria, sendo reservado aos entes queridos o calor da deglutição; e os inimigos sacros, para que fosse absorvida sua força. esse ato tem como finalidade a transformação permanente do Tabu em Totem.

um banquete antropófago é justamente um rito de adoração da adversidade, que abomina práticas de neutralização ou extinção de outras culturas, pensamentos, estéticas e visões de mundo.

com o fascismo crescente hoje na direita e na esquerda — no desejo de aniquilação das diferenças, é justamente a perspectiva antropófaga que deveria entrar em cena como filosofia política, como experiência de contracenação, como prática de remoção dos antolhos para ver o antagonista com olhos livres.

acreditar no sinais
instrumentos
estrelas

… a alegria é a prova dos 9


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