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DOMINGO NO PARQUE #VETAasTORRES

DOMINGO NO PARQUE #VETAasTORRES

#PARQUEDOBIXIGA
DOMINGO NO PARQUE
faça chuva ou faça sol
#vemproBixiga
maniFESTAção COSMOPOLÍTICA da multidão
 
26 de novembro, domingo, lua crescente
desejamos a força de todas as presenças num ATO PÚBLICO
pelo PARQUE DO BIXIGA
num rito d carnaval
 
CONVOCAMOS os corpos livres, vivos, políticos, despertos!
para uma grande maniFESTAção PÚBLICA
uma acupuntura urbana
no território do PARQUE DO BIXIGA
para que seja uma terra pública, de cultura, de todas as artes
LIVRES
em contracenação com a especulação da vida
pelo capital

exercício de imaginação política inspirado na poética de Tarsila do Amaral: makumba gráphyka para chamar o #PARQUEDOBIXIGA , sobre “cartão-postal”, de Tarsila.

 
CONCENTRAÇÃO A PARTIR DAS 14H
em frente ao Teat(r)o Oficina
rua Jaceguai, 520
 
VEM #PARQUEDOBIXIGA
a alegria é a prova dos 9
 
 
PRESENÇAS CONFIRMADAS:
#SalvaroTBC
11a Bienal de arquitetura de são paulo
Aldeia Guarani tenondé porã
Arselino Tatto
Bloco Fluvial Peixe Seco
Bloco Fuá
Bloco Pagu
Carmen da Silva
Casa1
Celso Frateschi
Celso sim
Coral da USP – Casa de Dona Yáyá
Creative Comes
Denise fraga
Dj Thiago
Eduardo Suplicy
Eternos Suspeitos (Slam da Resistência)
FLM (frente de luta por moradia)
Gilberto Natalini
Greenpeace
Guarani mbyas
Guarani Tenondé Porã
Guilherme Boulos
Grupo Pandega
João Paulo Rilo
Leci Brandão
Marcelo Tas
Motin (movimento dos teatros independentes de São Paulo)
MSTC (movimento sem teto do centro)
MTST (movimento dos trabalhadores sem teto)
Nabil Bonduki
Padre Antônio Sagrado Bogaz, pároco da igreja da Achiropita
Parque Augusta
Sâmia Bonfim
Sérgio Mambert
Terreyro Coreográfico
Toninho Véspoli
Tutu Moraes (Santo Forte)
Uzyna Uzona
agora, no Brasil das censuras, dos golpeamentos políticos e das posturas fascistas, a luta do Oficina pelo PARQUE DO BIXIGA se conecta a todas as lutas públicas pela arte, pela cultura, pela terra. por um modo de existir que resiste. TEKOHA em guarani significa lugar onde se exercita um modo de existir. a diferença. o obscurantismo desse tempo precisa ser combatido na tomada de fôlego e partido, na luta pelo comum, na força das presenças que se encontram pra cercar e devorar essa pequena serpente q já saiu do ovo, e rasteja.
 
1º MOVIMENTO
ATO ECUMÊNICO – início 15H
feitiço da política da multidão
em rito de abertura transecumênico
pros corpos, pro cosmos, pra sol
 
2º MOVIMENTO
INÍCIO DO CORTEJO
abraçaço do quarteirão do PARQUE DO BIXIGA
banho de cheiro com carro pipa! cantar, regar e irradiar a PRIMAVERA CULTURAL
 
3º MOVIMENTO
MANIFESTA DA MULTIDÃO
coro de blocos, transbandas, todos os fógos, todos os póvos
maniçobas em festa !
 
 
REGAR O JARDIM
Bertold Brecht
 
Regar o jardim, para animar o verde?
Dar água às plantas sedentas! Dê mais que o bastante.
E não esqueça os arbustos, também
Os sem frutos, os exaustos
E avaros! E não negligencie
As ervas entre as flores, que também
Têm sede. Nem molhe apenas
A relva fresca ou somente a ressecada:
Refresque também o solo nu.
 
 
COSMOGONIA DA LUTA
 
EM FACE DOS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS NO PAÍS DO GOLPE, EM ESPECIAL O GOLPE A GALOPE DO CONDEPHAAT, NO 23 DE OUTUBRO, FAVORÁVEL AO PROJETO DO GRUPO $$, EMPREENDIDO PELA CONSTRUTORA SISAN, É PRECISO RE-EXISTIR A PARTIR DE AGORA EM CONTRACENAÇÃO PÚBLICO-COSMOPOLÍTICA CONTRA O FASCISMO DO CAPITAL ESPECULATIVO QUE AVANÇA SOBRE OS CORPOS, A TERRA, A VIDA.
 
NA FORÇA POLÍTICA DA ARTE, NA FELICIDADE GUERREIRA, LUTAMOS PARA QUE NÃO VENHAM AÍ AS 3 TORRES DE 100m DE ALTURA + SEUS ESTACIONAMENTOS DE 3 ANDARES ABAIXO DA TERRA, CARACTERIZANDO UM EMPREENDIMENTO URBANO ABUSIVO, DE MASSACRE DO TERRENO DE 10.823,06 m², LOCALIZADO ENTRE AS RUAS JACEGUAI, ABOLIÇÃO, JAPURÁ, E SANTO AMARO, ENTORNO AO TEAT(R)O OFICINA. UMA CONSTRUÇÃO DE ENCAIXOTAMENTO, ASFIXIA E VIOLÊNCIA CONTRA O TECIDO URBANO DE UM BAIRRO HISTÓRICO, CULTURAL, TOMBADO, RESULTA EM IMPACTOS SEVEROS DA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA TANTO PARA O BAIRRO DO BIXIGA, PARA A CIDADE DE SÃO PAULO, QUANTO PARA AS PRÁTICAS ARTÍSTICAS DA COMPANHIA.
 
ESTAMOS DIANTE DE UMA LUTA DA CIDADE
por Afonso Luz*
 
A luta do Oficina contra o grupo Silvio Santos não é apenas o embate de um grupo de teatro (seus atores/diretores) contra um grotesco personagem do mundo midiático.
Estamos diante de uma luta da cidade (de seu conceito de civilização e de organização civil) contra uma violência especulativa, contra um monstro que devora nosso solo e nosso ar para fazer dele apenas uma maquinaria falsa de dinheiro e confinamento de pessoas.
 
E esse monstro é o que apaga os traços da cidade, uma aberração que só destrói a memória e o tecido vivo, um negócio que só aniquila a paisagem histórica e o contexto urbano originário. Estamos enfrentando, cada um de nós, uma força que quer devastar o pouco que resta da nossa configuração e origem, da nossa natureza tipológica essencial, de nosso traçado geográfico e de nossa topologia humana.
 
O terreno ao lado do Oficina hoje é um parque da cidade, um sítio ancestral, arqueológico e histórico, um vazio cheio de vida, uma dádiva do acaso e que mantém um córrego soterrado nele, um fluxo aquífero e rizomático que precisa renascer (esse tesouro que é um pequeno veio d’água que deu nome ao Bexiga e que formou a calha do que se chama Anhangabaú).
 
Se São Paulo, se o Brasil, não se moverem juntos, com todo apoio internacional, com toda força possível, nós deixaremos mais de nós mesmos perecer na inanição atual, numa mesquinharia de endossar uma negociata bárbara e corrupta, para termos ali mais do mesmo, mais desta catástrofe urbana que cada vez nos devora e nos impede de viver uma vida, naquilo que nem se pode chamar mais hoje de cidade.
 
 
*foi Diretor do Museu da Cidade de São Paulo, do Arquivo Histórico Municipal e presidiu o Conselho Administrativo da COHAB.

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