Feyra dos Prazeres

Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago. Ativação de um urbanismo antropófago, de um espaço público onde cada um pode viver – e celebrar – diferenças, trocando aquilo que lhe dá prazer.

Essa talvez seja a principal premissa da “Feyra dos Prazeres”:https://www.facebook.com/events/1619172951682598/, mais uma celebração de várias frentes de trabalho unindo o Terreyro Coreográfico, o Teat(r)o Oficina, a “Universidade Antropófaga”:http://www.universidadeantropofaga.org/, alunos de Arquitetura da Escola da Cidade, o “Supersudaca”:http://supersudaca.org/blog/ (coletivo de arquitetos sul-americanos), moradores do Bixiga e muitos outros coletivos, pessoas e desejos capazes de abrir mais um caminho para o “Anhangabaú da Feliz Cidade”:http://teatroficina.com.br/posts/856!

Inspirados no “DNA do próprio bairro do Bixiga”:http://teatroficina.com.br/posts/901, de relações entre desiguais, e abandonando modelos inexpressivos de desenho e ocupação dos espaços públicos, a “Feyra dos Prazeres”:https://www.facebook.com/events/1619172951682598/ propõe dois dias de convivência e celebração, onde a população possa confrontar e trocar suas diferenças, por meio de seus variados talentos.

*Assim, nos dias 22 e 23 de agosto, mês do cachorro louco, no Canteyro de Obras do Terreyro Coreográfico localizado nos baixios do viaduto Júlio de Mesquita Filho (mais especificamente na Rua Jaceguay 653, a cerca de 50 metros do Teatro Oficina), sempre das 10h às 17h, pessoas de qualquer lugar do mundo poderão participar da ativação simbólica daquele espaço urbano coletivo, através de ações bem concretas.*

Para isso, cada um deverá levar algo que diga muito sobre si mesmo, para ser trocado com o “algo” do outro. Uma conversa bebendo cerveja pode ser trocada por uma massagem; um conselho por uma fotografia; e uma aula de dança por uma maquiagem feita na hora. Mais: cantar, colecionar, antiguidades, fazer bolos, fazer unhas, pintar paredes, desenhar, traduzir textos, conversar e tudo mais que possa ser compartilhado coletivamente, multiplicando o múltiplo!

E os diversos coletivos envolvidos na celebração criaram estruturas específicas para a Feyra dos Prazeres, todas decantadas em muitos meses de trabalho, pesquisas e descobertas de potencialidades da área:

*O *ALTAR DA ÁGUA*, pensado a partir de um ideograma Tupy, que recebe a água que escoa do próprio viaduto para ser utilizada na rega do JARDIM, que começa a surgir no embrião de oficinas de florestas;
*O *ALTAR DO FOGO*, espaço de acolhimento onde a chama quente da energia vital vibra o calor da vida;
*O *ABISMO DO HOLHAR*, uma estrutura onde se sobre para visualizar a dimensão do Anhangabaú da Feliz Cidade e seu Corredor Cultural;
*Os *MIL PLANALTOS*, estrutura topográfica criada para receber artistas e fazer soar a música e as trocas performáticas;
*A *CINEMÁGORA*, área para exibição de filmes onde está instalado o Dispositivo de Mobilidade Reduzida, mobiliário idealizado pelo coletivo latino-americano Supersudaca com estruturas bem pesadas, que só podem ser movidas coletivamente, como numa coreografia colaborativa.

O Supersudaca, inclusive, volta a São Paulo com representantes do Chile, Uruguai e Argentina especialmente para interferir coletivamente no projeto do Terreyro Coreográfico. Em 2013, eles estiveram aqui junto com o Teat(r)o Oficina participando da “X Bienal de Arquitetura”:http://teatroficina.com.br/menus/45/posts/740 na elaboração de um projeto para o seu entorno, num mergulho nos fundamentos do Anhangabaú da Feliz Cidade. Foi a partir das ideias desenvolvidas nesse encontro, por exemplo, que projetos de intervenção urbana como o do Terreyro Coreográfico passaram a dialogar com o Anhangabaú da Feliz Cidade.

Entre as “diversas atividades”:https://terreyrocoreografico.hotglue.me/?canteyrodeobras que o Terreyro Coreográfico vem realizando nos baixios do viaduto Júlio de Mesquita Filho estão o Arraiá no Canteyro (festa junina com participação maciça dos moradores do Bixiga), espetáculos de dança, encontros,Tai Chi, aulas de percussão, de danças indianas, de balé e de diversas técnicas distintas contidas no “Cerco Coreográfico Delta”:https://terreyrocoreografico.hotglue.me/?cerco. Tudo isso para pensar num programa que transforme os baixos em verdadeiras incubadoras, onde se produzam novas células a partir de sua célula tronco; um programa que atue em todos os níveis de violência que o bairro do Bixiga sofreu: urbanístico, cultural, simbólico e social.

E que dialogue com o seu presente momento.

 


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