Gardner Minshew II Jersey Daniel Jones Womens Jersey  Gestão do Teatro de Estádio – Teat(r)o Oficina

Gestão do Teatro de Estádio

Ao Ministro da Cultura Gilberto Gil
Ao Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim
Ao Presidente do Iphan Antônio Augusto Arantes
Ao Secretário do Ministério da Cultura Juca Ferreira
A Dirtetora do Patrimonio Imaterial do Iphan Dra. Márcia Santana

As relações com a Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona e o Grupo Silvio Santos para construção do complexo cultural do “Teatro de Estadio”, “Universidade de Cultura Popular Brazyleira Antropofágica Orgyastica de Mestiçagem”, “Ágora” – Praça de Cultura Ressignando o Minhocão em frente ao Teatro Oficina, atingiram uma etapa, depois de Um Quarto de Século, que necessita da entrada em cena imediata do Ministério da Cultura:

-no campo da negociação
-e no da realização do Tombamento pelo Iphan da Obra de Lina Bardi, lá iniciada, definida em reunião em 2004, com membros do Uzyna Uzona, Dra. Márcia Santana do Iphan e do advogado patrimonialista Dr. Modesto Carvalhosa, representante atual junto a Justiça do “Instituto Lina Bo P M Bardi” e do “Teatro Oficina” como “MANIFESTO ARQUITETÔNICO URBANÍSTICO DA ARQUITETA LINA BARDI A SER COMPLETADO”.

O projeto é considerado um exemplo no Presente para a Cidade do Futuro libertada do entulhamento e asfixia que a especulação imobiliária, modelo do século passado, impôs às metrópoles. Ao mesmo tempo o “Teatro de Estádio” confirma todas as conquistas tecnológicas, sociais, científicas, estéticas, culturais, ecológicas e políticas que já se materializam no século 21, como TOPIAS.

Dia 18 de abril, deste ano, comemoramos o primeiro aniversário do dia do “SERENDIPITY” como batizou o Senador Eduardo Suplicy, o primeiro ano da primeira visita de Silvio Santos ao Teatro Oficina.
Nesta ocasião histórica o Manifesto do Teatro de Estádio lançado em 1943 por Oswald de Andrade no texto ‘”Do Teatro que é Bom”, no mesmo ano em que o Teatro Brasileiro se modernizou com “O Vestido de Noiva” de Nelson Rodrigues e Ziembinski, implodia a velha maquete de Julio Neves para o Shopping do Grupo Silvio Santos e surgia o acordo de materialização do sonho de Oswald, Lina, do Teatro Oficina, de um Teatro para a Paixão Olímpica e Dionisíaca do Povo Brazyleiro.

Um ano se passou. Foram contratados os arquitetos Marcelo Suzuki que trabalhou com Lina no projeto inicial em l980 e Marcelo Ferraz.
Os arquitetos inventaram uma Pedra toda furada, (Chão de Terreiro, Camarotes do Scala de Milano em rua, dando para o Coliseu, Catacumba de Silvio Santos – como dizia Lina) num jardim suspenso, onde se cava um amphiteatro como o que Euclides da Cunha descreve, cercando Canudos.
Entretanto o espaço conquistado na criação heróica dos arquitetos com o Grupo Financeiro Silvio Santos, na defesa do capital imediatista financeiro de cada centímetro para o Shopping, resultou mais num DNA de um futuro Teatro de Estadio. Um espaço que não chega a abrigar 1000 espectadores. O Estádio recebe um abraço apertado demais do Shopping que vai rodeá-lo. Mas não pode ser desprezado.
Na “real politik” como gostava de dizer Lina, podemos lutar para sua ampliação, mas mesmo assim poderá ser o embrião de um Teatro Total, retomador do Poder do Teatro como espaço também privilegiado do Rito da Cultura Brazyleira.
Entretanto surge uma questão maior.
Entre o Teatro Oficina e o Estádio, o Grupo SS estabeleceu um corredor de 7 metros que significa a não integração do Estádio como complemento visado do projeto original de Lina. São 7 metros de “conversa” entre o Oficina e o Grupo Silvio Santos como diz seu advogado dr. Ricardo Bevilacqua.
Esta “conversa” tem implicado numa desconversa sobre a questão seríssima: A Gestão do Espaço.
Consideramos que este Espaço Público deverá ser gerido por uma Instituição Cultural que poderemos criar a partir da constituição da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, somada a um Conselho de Notáveis do Teatro Brasileiro, Internacional e presentantes dos principais Centros Culturais do Bixiga como por exemplo a “ Escola de Samba Vai Vai”.
O grupo (sempre que cito o Grupo Silvio Santos não me refiro ao artista empresário Silvio Santos, pessoa física, pública, amada) alega que nem o Oficina, nem um futuro Órgão Cultural, ou o Estado tem dinheiro e que a gestão deve ficar com quem tem o dinheiro isto é, com eles.
Não é facil fazer um grupo financeiro entender (e temos 25 anos de experiência na matéria) o poder econômico, financeiro, a riqueza que representaria para São Paulo, para o Brasil e para o Mundo, a existência deste espaço, para prática de um tipo de teatro realizado não somente por Oficina Uzyna Uzona, mas por Teatros Brasileiros e internacionais em festivais que chamamos “ DIONISÍACAS’. Algo como as Olimpíadas Apolíneas na área do Teatro, Dança, Canto, Rap, Arte Virtual e Digital de Multidões.
A questão da GESTÃO CULTURAL implica num novo encontro com Sílvio Santos, que poderá ser realizado em breve se nosso Ministro, talvez o mais qualificado Ministro da Cultura de todos os tempos em todo mundo, puder exercer o poder de sua presença na Diplomacia necessária para esta questão tão decisiva para a Cultura Brazyleira Internacional.
Por outro lado, é o momento do Iphan colocar em pauta o Tombamento da Área.
Solicito uma reunião urgente, que está há muito para ser feita com Dra. Márcia, Antonio Augusto Arantes, os arquitetos que maqueteiam o Projeto e o “Teatro Oficina Uzyna Uzona”.
Espero, neste belo Outono, que não percamos esta oportunidade e possamos marcar uma reunião aqui em São Paulo por exemplo, nas primeiras horas da tarde do dia 18, segunda feira. Dia de Festa do Teatro de Estádio.

Aproveito mais uma vez para cumprimentar o Ministério que juntamente com o das Relações Exteriores de Celso Amorim, mais tem brilhado no Governo Lula.

Com a certeza da réplica imediata agradeço a atenção.

Todo Amor

José Celso Martinez Corrêa

São Paulo 13 de abril de 2005


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