Macumba Antropófaga | Última Semana!!!!!!

ENTRA CABRINHA
MÉ MÉ MÉ

a pornochancada, o teatro oficina Y a zoofilia informam:
É AGORA
chegou a hóra
quem quiser se refrescar
nesse verão solar
vem des-vendar o próprio corpo
em contracenação com o homem vestido

a Absôrção
do Inimígô Sácrô
pra TransForMar
in TÓTÊM !

haja libído!
pra contracenar
com tanto fachismo !

daqui do terreyro eletrônico da rua Jaceguay, na pista, cheios d tesão pelos 463 anos da deglutição do Bispo Sardinha pelos caetés, entramos na PENÚLTIMA SEMANA da temporada de Macumba Antropófaga no Teat(r)o Oficina !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

vem pra macumba
firmar a corrente
dum cordão dourado d re-existência
contra a baixa antropofagia
do fascismo que anda por todos os lados
querendo massacrar
e deformar
todos os modos de existir
que estão fóra
da sua fôrma

corpos, terra, bicho, gente, água, planta, rua, cidade, átomos, minério, célula, planctons, humano
vem inventar
novas formas de re-existir
na tragicomédiaorgia

em contracenação com o casamento do Poder com o Mercado
contra o fascismo de Estado
crescendo nas vidas
por todos os lados
contra todos os ismos do extremos d cada lado
DESEJAMOS O PHODER DO AMANTRIARCADO de Pindorama, do teatro, da cultura, da arte, da vida, ligados, conectados, trans formados, amantes + q adorados
fazendo a frente de re-existência quente
NA ARTE !

vem descobrir o próprio corpo
no corpo a corpo
com a rua, o cosmos, a cidade
no rito
dessa macumba antropófaga

vem cantar o amor Y a dor da vida
vamos todos: corpo devorador !
cantar o amor y a dor
da vida
q come y é comida
no intestino
labirinto
LABRYNTO !

tesão é fome
não de comida
de vida + vida !

Lina Bardi nos ensinou a nunca parar de criar, mesmo no que ela chamava de “precariedade radical”. o artista, sobretudo na arte teatral, não pode esperar por condições ideais, não pode jamais deixar de estar preparando-se pra estar em cena, estando sempre n’ela dentro e fora do teat(r)o. a macumba antropófaga foi realizada desta maneira neste ano de desmonte da cultura, quando a companhia perdeu também o patrocínio da petrobras… em tempos d cri$e y insurreição: é preciso ver com os olhos livres pra sacar com muita felicidade guerreira y fogo d re-existência as transformações d todos os tabus em totem !

SAB y DOM
16H

com dramaturgia de Zé Celso, Catherine Hirsch, Roderick Himeros y companhia uzyna uzona, o rito foi criado a partir do Manifesto Antropófago de Oswald de Andrade.

2017
Macumba Antropófaga começa com um cortejo pelo bairro do Bixiga e realiza acupunturas em ponto necrosados do bairro: Maloca da Jaceguay, Casa de Dona Yayá, TBC – o Teatro Brasileiro de Comédia e a Casa de Oswald de Andrade – rua Ricardo Batista nº 18.
O cortejo segue pelas ruas São Domingos, Japurá e rua do Bixiga até voltar ao Teatro Oficina, virado restaurante Troca-Troca.
Oswald de Andrade (Marcelo Drummond) e Tarsila do Amaral (Letícia Coura) são servidos pelo deus dos garçons, Ganimedes (Roderick Himeros). Ele oferece absinto e as estrelas da noite: as rãs, que reconhecidas como corpos humanos, são deglutidas, restabelecendo o elo perdido com os deuses animais e nossos ancestrais antropófagos. Inspirados, se amam e sonham. Criam em cena o livro-comida Manifesto Antropófago e o quadro Abaporu.
O Coro antropófago Tupinambá caça Oswald, virado Hans Staaden, que se apaixona pela burú Pagu (Camila Mota). Deles nasce Macunaíma (Roderick Himeros) e passados 16 anos Oswald está pronto pra ser comido pela tribo.
O espetáculo musical, teatro de revista, põe em cena personagens e situações da vida política do Brasil e do mundo – tabus para sua devoração e virada em totens. Donald Trump, Theresa May, Temer, a CPI da FUNAI, deputados de extrema direita, movimentos xenófobos contracenam com entidades invocadas por Oswald de Andrade no manifesto em 1928: Padre Vieira, Moisés, a Mãe dos Gracos, Dom João VI, Carlos Gomes e outras.

RETORNO AO PENSAMENTO SELVAGEM
O coro antropófago vai em direção ao primitivo, num retorno ao pensamento em estado selvagem com percepção da cosmopolítica indígena, que hoje nos revela a urgência em cessar a predação e o trauma social do capitalismo, do patriarcado e do antropoceno que atravessam continentes e séculos carregando a mitologia do Progresso a qualquer custo.
Praticamos neste início de século o ódio a tudo o que não sou eu — e a fina faca da intolerância tem de fato cortado cabeças.
A encenação do Manifesto pela companhia em 2017 nasce a partir da necessidade da incorporação da Antropofagia como visão de mundo – Weltanschauung – para desvendar e interpretar o tempo presente no Teatro – um ritual de poder humano, que pode, concretamente atuar e superar entraves das crises que procriam dia após dia.
Hoje, com o fascismo presente na direita e na esquerda — no desejo de aniquilação das diferenças, é justamente a perspectiva antropófaga que entra em cena como filosofia e ação política, experiência de contracenação, prática de remoção dos antolhos para ver o antagonista com olhos livres.
Um banquete antropófago é um rito de adoração da adversidade, a transformação permanente do Tabu em Totem.

SERVIÇOS | MACUMBA ANTROPÓFAGA
Incorporação do MANIFESTO de OSWALD DE ANDRADE
Temporada: Até 24/09, sempre aos sábados e domingos.
Horário: 16h00
Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia) e R$ 20,00 (moradores do Bixiga, mediante comprovação de residência).
Local: Teatro Oficina (Rua Jaceguai, 520, Bixiga. Tel: 11. 31062818)
Capacidade: 350 pessoas.
Duração: +- 5h
VENDA DE INGRESSOS
antecipados: http://bit.ly/ingressosmacumba
ou no dia, na bilheteria do teatro, uma hora antes de cada espetáculo
Indicação etária: 18 anos.
Transmissão ao vivo: https://www.youtube.com/user/uzonauzyna
SEJA UM CO-PRODUTOR DO TEAT(R)O OFICINA: http://teatroficina.org/


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