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Noites Antropófagas #04 | O Mestre e O Divino + No...

Noites Antropófagas #04 | O Mestre e O Divino + Nossa Pintura

#cinemação
NOITES ANTROPÓFAGAS celebra
FOGO D INDEPENDÊNCIA
no Teat(r)o Oficina
QUI 7 D SET

com chegada para o pôr-do-sol 17H !

O BAR strume und mangue já estará a todo vapor!

Y seguimos noite adentro o rito da contracenação das Noites Antropófagas com exibição do curta NOSSA PINTURA (doc), de Fábio Nascimento e Thiago Oliveira, seguido do longa O MESTRE E O DIVINO (doc), de Tiago Campos + fogo de prosa com os diretores do Nossa Pintura + tyazo das noites antropófagas Y +
essa semana MEIA PARA TODXS R$10

BAR strume und mangue
aberto desde o cair da tarde 17H
EXIBIÇÃO DOS FILMES: 19H

NOSSA PINTURA
curta, 24min
A pintura que fabrica a cultura. Os índios Mebêngôkre-Kayapó, do sul do Pará, desvendam o universo cotidiano desta fabricação, aprendida em tempos mitológicos e transmitida de geração em geração. A continuidade desta tradição, em um mundo em constante transformação, faz com que as mulheres Mebêngôkre-Kayapó, detentoras deste conhecimento, reflitam sobre as diferenças entre índios e brancos.

The painting witch builds culture. The Mebengôkre-Kayapó Indians of southern Pará, Brazil, reveal the everyday universe of this making, learned in mythological times and transmitted from generation to generation. The continuity of this tradition in a changing world, makes Mebengôkre-Kayapó women, detaining this knowledge, reflect on differences between Indians and whites.

roteiro:
Axuapé Kayapó
Bepunu Kayapó
Fábio Nascimento
Pawire Kayapó
Thiago Oliveira

O MESTRE E O DIVINO
longa, 85 min
Dois cineastas retratam a vida na aldeia e na missão de Sangradouro, Mato Grosso: Adalbert Heide, um excêntrico missionário alemão, que, logo após o contato com os índios, em 1957, começa a filmar com sua câmera Super-8, e Divino Tserewahú, jovem cineasta Xavante, que produz filmes para a televisão e festivais de cinema desde os anos 90. Entre cumplicidade, competição, ironia e emoção, eles dão vida a seus registros históricos, revelando bastidores bem peculiares da catequização indígena no Brasil.

Roteiro: Tiago Campos
Produção: Vincent Carelli
Fotografia: Ernesto de Carvalho
Trilha Sonora: Johann Brehmer
Estúdio: Vídeo nas Aldeias
Montador: Amandine Goisbault

AS NOITES ANTROPÓFAGAS
as noites antropófagas são encontros sazonais no terreyro eletrônico, que começaram na última quarta (16/8), com a exibição do filme O Rei da Vela, no teat(r)o oficina. no fogo de expansão da universidade antropófaga, essas noites desejam conectar presenças na força dos encontros. encontros de potências, de visões de mundo, de desejos… de toda espécie de gente inflamada, por ofício y paixão, em devir ventania em contracenação com as incertezas políticas do agora, em contracenação com o fascismo enlatado que precisa ser despedaçado, comido, cozido, não crú!

inspirados no rito de macumba antropófaga, em cartaz até 24 de setembro, y na poesia encarnada d oswald d andrade no manifesto antropófago, convidamos diferentes potências para nos presentearem com suas visões de mundo y nos devorarmos juntos, nesse terreyro, no fogo da antropofagia como direção estética, política y tesuda da vida.

na antropofagia o ato de comer nunca é dissociado de sentido. as tribos antropófagas devoravam humanos principalmente em duas situações: os parentes mortos, para que não fossem devorados pela terra fria, sendo reservado aos entes queridos o calor da deglutição; e os inimigos sacros, para que fosse absorvida sua força. esse ato tem como finalidade a transformação permanente do Tabu em Totem.

um banquete antropófago é justamente um rito de adoração da adversidade, que abomina práticas de neutralização ou extinção de outras culturas, pensamentos, estéticas e visões de mundo.

com o fascismo crescente hoje na direita e na esquerda — no desejo de aniquilação das diferenças, é justamente a perspectiva antropófaga que deveria entrar em cena como filosofia política, como experiência de contracenação, como prática de remoção dos antolhos para ver o antagonista com olhos livres.

Lina Bardi nos ensinou a nunca parar de criar, mesmo no que ela chamava de “precariedade radical”. o artista, sobretudo na arte teatral, não pode esperar por condições ideais, não pode jamais deixar de estar preparando-se pra estar em cena, estando sempre n’ela dentro e fora do teat(r)o. a macumba antropófaga foi realizada desta maneira neste ano de desmonte da cultura, quando a companhia perdeu também o patrocínio da petrobras… y assim seguimos com os encontros expandidos, transando outras linguagens y artes nas noites antropófagas! em tempos d cri$e y insurreição: é preciso muita felicidade guerreira y fogo d re-existência pra transformação do tabu em totem!

acreditar no sinais
instrumentos
estrelas

… a alegria é a prova dos 9 !

+no evento!

SERVIÇOS
Data: QUI 7 de setembro
Horário: 17H (pôr-do-sol no Oficina + bar strume und mangue)
19H filmes
Ingressos: R$ 20 inteira R$ 10 meia Bixiga R$ 5
Local: Teat(r)o Oficina (Rua Jaceguai, 520, Bixiga. Tel:11 31062818)
SEJA UM CO-PRODUTOR DO TEAT(R)O OFICINA: http://teatroficina.org/


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