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noites antropófagas #2 | Osiba kamgamuke – v...

noites antropófagas #2 | Osiba kamgamuke – vamos lá, criançada !

noites antropófagas recebe
o curta OSIBA KANGAMUKE – vamos lá, criançada + conversa com Theue Vhyolla Kalapalo + diretores do doc Veronica Monachini y Thomaz Pedro + fogo d prosa entre as presenças da noite no terreyro eletrônico + bar strume und mangue.direção: Haya Kalapalo, Tauana Kalapalo, Thomaz Pedro e Veronica Monachini.documentário, 20 min., 2016, Brasil (Kalapalo)abertura do bar strume und mangue às 19h
+ lojinha com relíquias gráficas etc do teatro oficina

A exibição do doc acontece às 20h.
essa semana cobraremos preço BIXIGA PARA TODOS R$ 5,00

+no evento!

SINOPSE
as crianças da aldeia Aiha Kalapalo, do Parque Indígena do Alto Xingu (MT), são as protagonistas desse filme e escolheram mostrar alguns aspectos da sua rotina, da sua cultura e da íntima relação com a natureza. da escola, onde aprendem o português até os rituais e a luta ikindene, os pequenos Kalapalo demonstram uma sutileza peculiar de quem conhece suas tradições. “Osiba Kangamuke – Vamos Lá, Criançada” é resultado de uma oficina de vídeo realizada com as crianças na aldeia, em julho de 2015. assim, elas participam não só da atuação, mas também em todo o processo de filmagem. o filme é uma produção conjunta entre pesquisadores, cineastas indígenas e não indígenas.

 

SOBRE AS NOITES ANTROPÓFAGAS
as noites antropófagas são encontros sazonais no terreyro eletrônico, que começaram na última quarta, com a exibição do filme O Rei da Vela, no teatro oficina. no fogo de expansão da universidade antropófaga, essas noites desejam conectar presenças na força dos encontros. encontros de potências, de visões de mundo, de desejos… de toda espécie de gente inflamada, por ofício e paixão, em devir ventania em contracenação com as incertezas políticas do agora, em contracenação com o fascismo enlatado que precisa ser despedaçado, comido, cozido, não crú!

inspirados no rito de macumba antropófaga, em cartaz até 24 de setembro, y na poesia encarnada d oswald d andrade no manifesto antropófago, convidamos diferentes potências para nos presentearem com suas visões de mundo y nos devorarmos juntos, nesse terreyro, no fogo da antropofagia como direção estética, política y tesuda da vida.

na antropofagia o ato de comer nunca é dissociado de sentido. as tribos antropófagas devoravam humanos principalmente em duas situações: os parentes mortos, para que não fossem devorados pela terra fria, sendo reservado aos entes queridos o calor da deglutição; e os inimigos sacros, para que fosse absorvida sua força. esse ato tem como finalidade a transformação permanente do Tabu em Totem.

um banquete antropófago é justamente um rito de adoração da adversidade, que abomina práticas de neutralização ou extinção de outras culturas, pensamentos, estéticas e visões de mundo.

com o fascismo crescente hoje na direita e na esquerda — no desejo de aniquilação das diferenças, é justamente a perspectiva antropófaga que deveria entrar em cena como filosofia política, como experiência de contracenação, como prática de remoção dos antolhos para ver o antagonista com olhos livres.

Lina Bardi nos ensinou a nunca parar de criar, mesmo no que ela chamava de “precariedade radical”. o artista, sobretudo na arte teatral, não pode esperar por condições ideais, não pode jamais deixar de estar preparando-se pra estar em cena, estando sempre n’ela dentro e fora do teat(r)o. a macumba antropófaga foi realizada desta maneira neste ano de desmonte da cultura, quando a companhia perdeu também o patrocínio da petrobras… y assim seguimos com os encontros expandidos, transando outras linguagens y artes nas noites antropófagas! em tempos d cri$e y insurreição: é preciso muita felicidade guerreira y fogo d re-existência pra transformação do tabu em totem!

acreditar no sinais
instrumentos
estrelas

… a alegria é a prova dos 9 !

o BAR STRUME UND MANGUE abre 19h
para a concentração de atuadores y público
e pausa seu funcionamento
para a exibição do doc OSIBA KANGAMUKE às 20h

SERVIÇOS
Data: TER 22 de agosto
Horário: 19h00 (o doc será exibido às 20h)
Ingressos: R$ 20 inteira R$ 10 meia Bixiga R$ 5
Local: Teatro Oficina (Rua Jaceguai, 520, Bixiga. Tel: 11. 31062818)
Duração: 20 min + conversa com diretores y fogo de prosa
SEJA UM CO-PRODUTOR DO TEAT(R)O OFICINA: http://teatroficina.org/


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