Gardner Minshew II Jersey Daniel Jones Womens Jersey  O Oficina e a X Bienal de Arquitetura – Teat(r)o Oficina

O Oficina e a X Bienal de Arquitetura

A Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, em ponte direta com o Sesc Pompeia, comemora agora o aniversário de projeto de sua criadora comum, Lina Bo Bardi – com os 30 anos de Sesc Pompéia e os 20 anos de Teatro Oficina – , trazendo para a X Bienal de Arquitetura a reflexão das regiões centrais das cidades que foram prejudicadas por intervenções urbanas predatórias.

Implantado desde 1958 no bairro do Bixiga, no mesmo edifício em que está hoje, o Teat(r)o Oficina é testemunha viva do processo de urbanização da região central de São Paulo: Instalou-se durante a efervescência teatral, musical e artística do Bixiga nos anos 1950; viu de perto e sentiu as consequências da construção do Minhocão (ligação Leste-Oeste), em 1968; viveu toda a evolução urbana desregulada que surgiu a partir dessa cicatriz em forma de viaduto (o aumento da especulação, a degradação e a marginalidade); acompanhou cotidianamente todas as demolições do seu entorno imediato, em favor dos interesses da especulação imobiliária; e luta contra esses interesses para a continuação do projeto de Lina Bo Bardi e Edson Elito, para a construção do Anhangabaú da Feliz Cidade e o renascimento do Bixiga com toda a sua potência cultural, arquitetônica e artística.

Durante esse longo período o Teat(r)o Oficina criou um diálogo de arquitetura cênica e urbana que extrapola os limites do próprio edifício e do seu fazer teat(r)al, contracenando com a arquitetura, a tecnologia, a ecologia, o próprio bairro do Bixiga e a cidade de Sampã.

O edifício do Oficina já experimentou três configurações espaciais diferentes. A primeira, na década de 1960, foi criada pelo arquiteto Joaquim Guedes como um teatro sanduíche. A segunda, cria do arquiteto e artista plástico Flávio Império, trouxe um teatro de relação frontal com palco giratório. Já a terceira, projetada e construída pelos arquitetos Lina Bo Bardi e Edson Elito na década de 1980, transforma a construção num organismo vivo, um terreiro elektrocandonbláico atravessado por um palco- rua que une a rua Jaceguai ao Vale do Anhangabaú, através de um teatro de Estádio, inspirado em Oswald de Andrade.

O Tyazo do Oficina Uzyna Uzona somou a este projeto a construção da Universidade Antropófaga e da Oficina de Florestas, criando o complexo Anhangabaú da Feliz Cidade, destinado a ocupar todo o lote vazio do seu entorno imediato.

Na X Bienal de Arquitetura , a Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona participará do Modos Colaborativos, juntamente com o coletivo mexicano Super Sudaka, o estúdio mineiro Vazios S/A, estudantes belgas da Universidade de Arquitetura de KULeuven e atuadores do Bexiga, para pensar as possibilidades de re-existência do bairro. O núcleo se dedicará à compreensão do processo urbanístico da região, penetrando também no Bixiga contemporâneo, através da ampliação do projeto de expansão do teatro proposto por Lina Bardi e Edson Elito.

No período de dois meses da X Bienal, o terreno do entorno imediato será transformado em um laboratório de arquitetura e urbanismo, onde diariamente este coletivos, estudantes e o Oficina criarão diretrizes, formas de gestões e protótipos em modelos diversos para o projeto de ocupação deste terreno/bairro. Esses novas diretrizes serão apresentadas publicamente durante o último mês da Bienal de Arquitetura no Sesc Pompéia e no Teatro Oficina.

Essa colaboração que a X Bienal de Arquitetura propõe ao Teat(r)o Oficina chega num momento único e emergencial. Mais uma vez a Associação, o edifício do teatro e a expansão do projeto de Lina Bardi e Edson Elito estão ameaçados de serem literalmente encaixotados pelas forças da cancerígena especulação imobiliária, através do abuso do direito de propriedade: torres de edifícios residenciais foram aprovadas para serem construídas no terreno do entorno do Oficina pelos órgãos de proteção do patrimônio histórico; torres que bloquearão o imenso janelão de vidro existente no edifício, fechando-o para o sol e para a cidade – uma relação fundamental para a re-existência cíclica do Te-Ato desenvolvido pelo diretor Zé Celso e os atuadores do Oficina.

Que os resultados desses Modos Colaborativos tragam força guerreira e phoder humano para vencermos essa nova batalha.

Conheça aqui a agenda principal do trabalho envolvendo o Teat(r)o Oficina durante a X Bienal de Arquitetura:

*1° ETAPA – Gestação: Nesta fase toda a equipe está se propondo a conhecer o máximo de desejos para o terreno e para o Bixiga e então criar diretrizes, direções, programas de atuação e de gestão para o terreno.*

*20.09* – Chegada dos pesquisadores belgas da Universidade de Arquitetura de KULeuven para o trabalho;
*20.09 a 24.09* – Criação da expo sobre Modos Colaborativos- Oficina no Sesc Pompéia;
*24.09* – Chegada mineiro Carlos Teixeira, da Vazio S/A, e o primeiro encontro para tudo misturar e acertar;
*25.09* – Equipe belga apresenta o resultado do doutorado deles ao Tyazo da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona;
*30.09* – 1° REUNIÃO DOS DESEJOS com o Tyazo da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona;
*01.10* – 2° REUNIÃO DOS DESEJOS, com atuadores do bairro do Bixiga, no Nick Bar Taksim;
*08.10* – UNIÃO DOS DESEJOS: Atuadores do Oficina + Atuadores do Bairro, para expor o desenvolvimento dos trabalhos; lugar a confirmar;
*15.10* – Abertura da Bienal, no SESC Pompeia;
*17.10* – Debate sobre Modos Colaborativos Oficina e Cidade Tiradentes, no Sesc Pompéia;
*18.10* – Finalização primeira etapa dos trabalhos.

*2° Etapa- EXPERIMENTOS: Essa segunda etapa receberá estudantes de arquitetura; ela se propõe a ser algo prático, com o desenvolvimento de protótipos que marquem as direções criadas na primeira etapa. Ela será uma semana intensa de trabalho, cuja meta é finalizar algo concreto.*

*01.11* – Chegada da equipe mexicana, uruguaia e argentina. Participação de estudantes de arquitetura e dos coletivos SuperSudaca e Vazio S/A;
*08.11* – Encerramento dos trabalhos no Nick Bar Taksim.


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