Gardner Minshew II Jersey Daniel Jones Womens Jersey  O que foi publicado sobre Mistérios Gozozos – Teat(r)o Oficina
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O que foi publicado sobre Mistérios Gozozos

O que foi publicado sobre Mistérios Gozozos

“A encenação impressiona pela vitalidade e energia. Foi um pequeno milagre dionisíaco. A orgia em praça pública, com livre exibição de nus indignou conservadores. Alguns intelectuais consideraram texto e espetáculo datados, indefensáveis. A visão romântica que Oswald tinha do comunismo fica evidenciada. Mas também ganha destaque sua indignação contra as desigualdades sociais. A montagem contagiante ganhou ótima partitura musical de José Miguel Wisnik. Foi interpretada com alegria e ímpeto pelo elenco. Fizeram a grande maioria da platéia aderir à encenação e cair no carnaval. Zé Celso criou uma montagem carnal, visceral, de que ainda ouviremos falar.”
Alberto Guzik, Jornal da Tarde, 17/2/94

“É o renascimento. O que se prenunciava no teatro brasileiro, nos primeiros anos da década explodiu anteontem no centro de São Paulo, na terça-feira gorda, de carnaval, uma apresentação de teatro derrubou finalmente a barreira do público de elite, branco, e high brow e terminou com alguns milhares de pessoas dançando e cantando, muitas delas no palco, numa grande massa de atores e público.”
Nelson de Sá, Folha de São Paulo, 17/2/94

“Sexo explícito, como prometido não teve, em compensação, muito espectador saiu sentindo-se íntimo das atrizes Cristiane Tricerri e Alleyona Cavalli, que bateram recordes de nudez em praça pública.”
Enor Paiano, Estado de São Paulo, 17/2/94

“Em Mistérios Gozozos, Zé Celso como que extrai das entranhas um lirismo cênico. Remete a uma certa infância adulta. A evocação dionisíaca divide o espaço com o espírito lúdico.”
Valmir Santos, O Diário de Mogi das Cruzes, 9/2/95

“Mistérios Gozozos, em cartaz no Teatro Oficina em São Paulo, é uma peça marcada pela contestação a Jesus. A personagem Jesus das Comidas, interpretada por Marcelo Drummond, urina do Corcovado sobre o mangue, abençoa a desvirginização e consequente prostituição de Eduléia, anti-heroína de 16 anos. Ela vai acabar explorada por um vendedor de imagens sacras, Olavo dos Santos que trai Diolinda, a mulher grávida. A linguagem é irônica, agressiva, panfletária, brutal. (…) A peça encenada sob direção de José Celso Martinez Corrêa potencializa aspectos de celebração, na busca do ponto de interseção entre religião, sexo e arte.
Mistérios Gozozos questiona o dogma religioso, inacessível à razão, duvida da justiça divina, de sua assexualidade e de sua inocência diante da tragédia humana.
Sendo a história sobre as prostitutas da extinta região do Mangue, há muitas cenas de sexo. (…)
Não é sexo puro porque é teatro, mas não é apenas teatro, é mais. Corrêa parece buscar um novo fazer teatral, que ultrapasse os limites da linguagem da arte, como se procurasse aproximá-la de um seu núcleo energético. (…)
Os heróis do mergulho no Mangue são heróis de Oswald à época da criação do poema: Marx, Prestes, Stalin, Tmochenko, espécies de divindades de esquerda à epoca em que o texto foi redigido.
Tais referências datadas foram atenuadas e não atrapalham a encenação, embaladas por musicas sublimes de José Miguel Wisnik. As partes musicadas por boas interpretações, especialmente as de Denise Assunção, que atinge auges notáveis de lirismo.”
Mário Vitor Santos, Folha de são Paulo, 19/3/95


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