Lendo

O Teatro Oficina apoia a causa do Parque Augusta

O Teatro Oficina apoia a causa do Parque Augusta

No dia 24 de setembro aconteceu a Audiência Pública do Parque Augusta na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Moradores do Parque Augusta pedem a desapropriação do terreno de 25 mil metros quadrados que fica entre as ruas Augusta e Marquês de Paranaguá, para que este seja transformado em um parque, única opção de lazer, convivio social e o último pulmão da região.

O terreno é particular, pertence a Armando Conde e embora o proprietário afirme que destinará a maior parte da área à construção de praças, os moradores da região estão acostumados a verem as áreas verdes e as construções históricas serem massacradas por novos empreendimentos comerciais. Foi assim com o Hotel CaDOro, primeiro hotel 5 estrelas da capital. Depois de ter abrigado príncipes, rainhas e artistas como Di Cavalcanti e Vinicus de Moraes foi demolido para dar lugar a um condomínio residencial particular de sete torres, sem nenhuma área verde.

A situação do Parque Augusta é bem parecida com a luta do Teat(r)o Oficina contra a construção das torres do Grupo Silvio Santos, lembrou o deputado Carlos Gianazzi e seu assessor Rubens Lopes, que mencionou a questão do Anhangabau da Feliz Cidade diversas vezes durante a audiência.

A audiência foi focada nas ações da Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro Cerqueira Cesar/Jardins – SAMORCC. Além de pessoas diretamente envolvidas no caso estiveram ali moradores de outras regiões que apoiam a criação do Parque Augusta.

A Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona apoia a causa do Parque Augusta e acredita na união de forças por uma urbanização humana, uma cidade com menos torres e mais áreas verdes destinadas ao convívio da população.

A partir dessa semana o Oficina e seu entorno sediará grupos de estudos e debates da X Bienal de Arquitetura. Veja a programação “AQUI”://www.teatroficina.com.br/menus/45/posts/719