Gardner Minshew II Jersey Daniel Jones Womens Jersey  A “ODISSEIA DAS CACILDAS!!!!!!!!!” – Teat(r)o Oficina

A “ODISSEIA DAS CACILDAS!!!!!!!!!”

*A ODISSEIA DAS CACILDAS!!!!!!!!!*

José Celso Martinez Corrêa e Marcelo Drummond produziram em 1990 a “ODISSEIA DAS CACILDAS!!!!!!!!!”, uma obra de 900 páginas que começou a ganhar vida a partir do fim do milênio.

A “ODISSEIA DAS CACILDAS!!!!!!!!!” foi imaginada antes por Luiz Antônio Martinez Corrêa, irmão do diretor Zé Celso, assassinado no Natal de 1987. Quando Zé foi internado com Erisipela, fez então uma promessa pra Luiz Antônio e pra Cacilda, de escrever a peça que ele tinha começado a imaginar e colocar a grande atriz como num desfile imenso de escola de Samba.

A partir da pesquisa das peças em que ela tinha atuado, de fotos, vídeos, depoimentos e documentos pessoais, a extensa dramaturgia que percorre o teatro nacional em uma fase esplendorosa: os anos 1940, 1950 e 1960. Essa dramaturgia é a base para montagens independentes, mas complementares. As exclamações que nomeiam as peças, além dos subtítulos, revelam a respiração ofegante, quase asmática de uma atuação extremamente entusiasmada; revelam o Deus dentro que se manifestava pulsando no Fole Rápido Respiração Inspirada da primeira grande Atriz Trágica do Moderno – e Pós Moderno – Teatro Brasileiro.

Tudo projetando seu intenso hálito libidinoso pro Espaço Universal: Aaahhhh…! Aaahhhh…!! Aaahhhh…!!! Aaahhhh…!!!! Aaahhhh…!!!!!

*Cacilda!*
Em 1998, Cacilda! (com uma exclamação) ganhou vida, focada na infância e no coma da atriz. Ficou em cartaz no Teatro Oficina até o início de 1999, viajou e foi remontada em 2001 para gravação do DVD, lançado em 2007. As Cacildas dessa primeira parte foram as atrizes Beth Coelho, no primeiro ato, vivendo a infância da atriz em Pirassununga e Santos; Giulia Gam, vivendo no segundo ato o coma da atriz, que durou 40 dias, até sua morte, no ano de 1969; e Leona Cavalli, que substituiu as duas atrizes em temporadas posteriores.

*Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!!*
A segunda montagem viria quase dez anos depois, em 2009, para dar luz aos primeiros anos de teatro nas Companhias cariocas da menina que havia sido até então bailarina. Estrela Brazyleira a Vagar – Cacilda!! (com duas exclamações) estreou no Rio de Janeiro e fez temporada em São Paulo, partindo no ano seguinte para temporada nacional em oito capitais, dentro do festival itinerante Dionisíacas em Viagem. A peça atravessa os primeiros anos de profissão de Cacilda Becker, que passara de dançarina à atriz, nos teatros cariocas. A personagem foi interpretada por Ana Guilhermina e, ao final da peça, no papel de Rainha Gertrude, em Hamlet, por Luísa Lemmertz.

*Cacilda!!! Glória no TBC e 68 AquiAgora*
A terceira montagem invade o palco pista do Teat(r)o Oficina com um desfile de escola de samba em 2013. Cacilda!!! Glória no TBC e 68 AquiAgora (com as três exclamações) é dividida em dois atos, separados na história por 20 anos: no primeiro, o fim da década de 40, quando a atriz foi a primeira contratada do Teatro Brasileiro de Comédia e, no segundo ato, próximo ao fim de sua vida, quando ela foi para a rua lutar contra a violência e a censura que vigoravam nos anos de chumbo da ditadura militar. As atrizes Camila Mota e Sylvia Prado encarnam a grande artista em cena.

*Cacilda!!!! A Fábrica de Cinema & Teatro*
A montagem com quatro exclamações estreou em dezembro de 2013 e revela a fase em que a Atriz entrega-se com sua VidaArte à indústria de transformação cultural da Fábrica de Teatro e Cinema: o TBC e a Cia. Cinematográfica Vera Cruz. Nela, Cacilda Becker torna-se protagonista absoluta e reina no TBC com suas palpitações de Entusiasmo, mesclando intérprete e personagens no momento de devorar peças emblemáticas do teatro mundial. A grande atriz, vivida em cena mais uma vez por Camila Mota e Sylvia Prado, conduz também à criação da Vera Cruz, primeira Fábrica de Cinema Nacional. Marcelo Drummond também encarna Cacilda Becker nesse musical, na montagem de “A Importância de ser Careta”, a partir da obra de Oscar Wilde.

*Walmor y Cacilda 64: Robogolpe*
A quarta montagem da Odisseia Cacilda não tem exclamações; ela funciona como um entreato em todo o processo, diante da urgência com que chegou ao público em abril de 2014. Ela foi laborada para ser uma leitura encenada, a partir de um convite para transformar em obra de arte a visão do Oficina sobre os 50 anos do Golpe Militar, mas a excelente recepção do público levou à montagem da peça. Em 1964, Cacilda Becker (Camila Mota) é dirigida por Walmor Chagas (Marcelo Drummond) e paira um clima de interdição aos Teatros onde peças ditas subversivas fazem sucesso. O DOPS intima a classe teatral paulista a depor e Maria Della Costa (Juliane Elting) e Cacilda Becker (Sylvia Prado) respondem ao interrogatório com uma clareza que deixa constrangido o delegado (Acauã Sol), diante das TVs que filmam a cena. Ao mesmo tempo, as “Iguanas do Dragão de Muchas Cabeças” (Cia. Oficina), os “subversivos” que São Jorge Robogolpe (Acauã Sol) tenta submeter ao estado exceção, usam a potência da criação para manter viva a liberdade encarnada em cena por cada atuador.

*O barbante não tem fim…*
Cacilda!!!!! A Rainha Decapitada é a última montagem da produção recente do Oficina sobre a vida e obra da atriz dentro da “ODISSEIA DAS CACILDAS!!!!!!!!!”, ainda com peças inéditas a serem vividas. Todas essas montagens já são a própria Universidade Antropófaga em movimento, inspirada nesta Antropófaga Cacilda Becker. Cada peça capta um pedaço do DNA da Artista e de seus parceiros, grandes artistas no Teat(r)o e no Cinema e, no conjunto, revivem a história do próprio Teatro Moderno Brasileiro.


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