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Oficina Uzyna Uzona com Ana Kfouri – Inscriç...

Oficina Uzyna Uzona com Ana Kfouri – Inscrições

A Universidade Antropófaga da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona apresenta:

*O CORPO SEM E COM ÓRGÃOS*
*de ARTAUD a NOVARINA*

Uma Oficina Uzyna Uzona com Ana Kfouri

*Dias:* 18 e 19 de abril
*Horário:* das 10h às 14h
*Local:* Teatro Oficina – Rua Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo.
*Investimento:* R$320,00
Mínimo de 10 participantes
Máximo de 50 participantes

*Para se inscrever:*

1. Confirme sua inscrição através do e-mail universidadeantropofaga@teatroficina.com.br
2. Receba a conta para depósito
3. Pague o valor da matrícula (valor total ou metade pra garantir a vaga + a outra metade no dia do curso, antes de começar)
4. Envie o boleto de depósito para o e-mail universidadeantropofaga@teatroficina.com.br

*O CORPO SEM E COM ÓRGÃOS, por Ana Kfouri:*

A proposta desta oficina é pensar/trabalhar o corpo e a palavra como campo de forças, tendo como estímulo possíveis interlocuções entre as noções de corpo sem órgãos de Antonin Artaud, e o corpo com órgãos, de Valère Novarina.

O corpo e a palavra entendidos como potência e a atuação como produção de intensidades, e não de intenções. Trabalhar/pensar a palavra liberta do peso do sentido já dado, ou seja, do significado estabelecido a priori. O ator precisa se libertar da necessidade que muitas vezes se tem de explicitar as palavras, de querer comunicar, de querer ser compreendido. O ator tem que se libertar dessas amarras para poder adentrar a escuridão virgem e chamativa dos significantes, das sonoridades, das possibilidades de sentidos. Entender o corpo como potência e não como sujeito controlador e a fala como objeto, como algo a ser controlado. Ou seja, ter uma compreensão mais profunda de que o corpo não é um mensageiro e a palavra não é uma mensagem a ser transmitida.

A proposta é orientar os atores no sentido de se libertarem de uma construção psicológica em sua atuação, e experimentarem, então, a potência da fala, uma fala falada e brincada pelo vigor do corpo, por sua respiração, por sua potencialidade poética. Uma fala desprovida de sentimentalismos. Orientar o ator a deixar a narrativa dar a ver por si só seus sentidos poéticos, seus mistérios, suas falhas. Para tal é preciso alinhar pensamento e prática, e entender a linguagem artística como um campo de forças. Texto e corpo se amalgamam no pensamento e prática de que a linguagem fala por si, sem sujeito, sem julgamento, sem fechamento de sentidos, atravessando corpos, espaços, cores, formas e tempos, perfurando a materialidade com sua força e sua poesia.

Texto entendido como palavras, com suas tessituras vibrantes e sonoras, e o teor dançante de suas cores e sentidos, fazendo eclodir a potência poética à revelia de um sujeito que fala. Corpo como carne, com suas ardências internas, com seus arrepios na pele, falando despedaçado, com a urgência dos pés, braços, barriga, peito, e não como aquele que quer dominar a linguagem, pensar seus significantes a priori, mas que, sabendo-a um campo de forças, deixa-a falar.

*Sobre Ana Kfouri:*

Ana Kfouri é diretora teatral, atriz, pesquisadora, roteirista, especialista em arte e filosofia pela PUC-Rio, mestre em Teatro pela Unirio e doutoranda em Artes Visuais na UFRJ.

Em 2001, Ana Kfouri idealizou o Centro de Estudo Artístico Experimental – CEAE – um espaço dedicado à experimentação e à investigação cênica, em parceria com o Sesc Rio de Janeiro, sediado no Sesc Tijuca, onde assumiu, a função de coordenadora, até o final do projeto, em 2009. Ana é diretora da Companhia Teatral do Movimento, criada por ela em 1991, e foi co-fundadora e diretora do Grupo Alice 118, criado em 1998. Integrou desde 1992 o corpo docente da Oficina de Interpretação e da Usina de atores da TV Globo. Ministrou aulas para o elenco jovem de Malhação, de 2007 a 2010. Em julho de 2006 dirigiu a ópera I Capuleti e I Montecchi, de Vicenzo Bellini, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2007, Ana Kfouri voltou aos palcos como atriz, com o texto O Animal do Tempo, primeira parte do texto Discurso aos Animais, de Valère Novarina, dirigida por Antonio Guedes. Em julho de 2009, Ana estreou A Inquietude, segunda parte desse texto, dirigida por Thierry Trémouroux, dentro do projeto Novarina em Cena, que integrou a programação oficial do Ano da França no Brasil, o ano de 2009. Em 2010/2011, Ana Kfouri encenou Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues, no restaurante Albamar. Em 2012, foi premiada com essa montagem pelo premio Arte Qualidade Brasil, nas categorias de melhor direção e melhor espetáculo. Ana realiza atualmente (como atriz) o projeto Beckett: Primeiro Amor, dirigido por Antonio Guedes, e Moi Lui, dirigido por Isabel Cavalcanti. O projeto estreou no Teatro Poeirinha 2012-1013, e seguiu para os Teatros Dulcina e Serrador, 2013. Também em 2013 participou do Festival Palco Giratório – no projeto Alfândega 88, no Teatro Serrador, do festival SOLUS – encontros verbais e não verbais, no Centro Cultural Usiminas, em Ipatinga, MG, do Teatro na Contramão ? Espaço Cultural Escola Sesc, e do FITA – Festival internacional Angra dos Reis, RJ. Em 2014 o projeto Beckett cumpriu temporada de sucesso em São Paulo, no Sesc Pompeia e no Cit-Ecum. Ana Kfouri foi indicada como melhor atriz por sua atuação em Primeiro amor, pelo premio Questão de crítica 2013 e melhor atriz por sua atuação em Moi Lui, pelo premio Cesgranrio 2013.


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