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Panamericano abre caminho para Anhangabaú da Feliz...

Panamericano abre caminho para Anhangabaú da Feliz Cidade

Ao mesmo tempo em que revela-se o rombo bilionário do banco Panamericano, de Silvio Santos, e a possibilidade de sanar a dívida com a venda de parte das propriedades do grupo SS, o diretor do Teatro Oficina, Zé Celso, pede a permanência de Juca Ferreira no Ministério da Cultura no governo Dilma e chama Eike Batista para viver as Dionisíacas no Rio de Janeiro, que estreiam amanhã no Terreirão do Samba.

O texto na íntegra pode ser lido “aqui”:/menus/45/posts/401.

Conforme divulgado em notícia de hoje, pela agência Reuters, o empresário Eike Batista está interessado em investir em cultura financiando grandes arenas de entretenimento, para as quais há “demanda reprimida” no Brasil. O texto da Reuters na íntegra pode ser lido aqui.

O empresário foi perguntado a respeito deste interesse pois Silvio Santos, detentor da posse dos terrenos no entorno do Oficina, onde a Companhia pretende construir o Anhangabaú da Feliz Cidade, complexo cultural, de educação e natureza teve de dispor suas propriedades como garantia de cobertura de dívida de mais de 2 bilhões de reais, fruto de erro fiscal. O canal SBT, do grupo, exibe comunicado em que pede ao telespectador que “continue confiando no nome Silvio Santos”. O Teatro Oficina considera que este é o momento para que o Ministério da Cultura desaproprie as áreas no entorno do teatro para entregá-las ao destino que se cumpre no bairro do Bexiga desde seu surgimento, a cultura da vida e espécie humana, ameaçada hoje de extinção pela especulação imobiliária e financeira de grandes grupos, como, prioritariamente, o SS. No recente tombamento do Oficina pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a relatora Jurema Machado recomenda que o ministério e as secretaria de cultura do município e do estado invistam em suas gestões na desapropriação do entorno do Oficina.

Em texto que será impresso e distribuído a partir de amanhã nas Dionisíacas no Rio de Janeiro o diretor Zé Celso pede a permanência de Juca no ministério:

“O Ministério da Cultura ardorosamente construído por Juca Ferreira, este príncipe poeta político prático da ecologia, inclusive da ecologia da espécie humana, ameaçada de extinção por sonambulismo, anestesia, individualismo ,espírito de rebanho, crença estúpida em uma verdade única, está por isso mesmo sob a ameaça ver seu criador em pleno processo de construção desta obra aberta, descartado de seu lugar de luta.”