DIA 27 DE JANEIRO DE 2011, ÀS 19H, NO TEATRO JOSÉ DE ALENCAR, em Fortaleza – CE.

As Dionizíacas são patrocinadas pelo Governo do Ceará e fazem parte da comemoração do centenário do Theatro José de Alencar.

ENTRADA GRATUITA COM DOAÇÃO VOLUNTÁRIA DE FRUTAS DO NORDESTE E CAJUÍNA. OS INGRESSOS SERÃO DISTRIBUÍDOS 2 HORASANTES DO INÍCIO DO ESPETÁCULO

Veja fotos do Banquete em Belém


É o clássico diálogo de Platão virado bori a Eros pelo Oficina.

Agatão, grande ator grego, acaba de encenar as Bacantes no Teatro de Estádio e recebe seus convivas para um Banquete regado de vinho em sua casa onde vão cantar o Amor, Eros.

Texto muito conhecido da psicanálise e filosofia mundiais foi recriado pelo Oficina e traz para a cena entidades míticas como Zeus, Hera, Eros, a deusa Embriaguez, Pênia, Jesus e Fidel Castro.

É a peça de encerramento das Dionisíacas 2010, a catarse em festa, mas principalmente a invenção de um jogo para lá do normal para que todos possam beber sabedoria na insânia.

A transversão do texto
por José Celso Martinez Corrêa
começou em março de 2009
depois do convite do festival Queer, em Zagreb na Croácia
para onde foram seis integrantes do grupo
realizar com sérvios e croatas “Gozba”, o Banquete
em ensaio aberto no dia 10 de maio.

O trabalho lá
tornou-se missão
de descatequização
“a mensagem toda do espetáculo foi formada durante os ensaios, com os atores, seguindo suas emoções e reações. Nos olhos deles e nas palavras explicitadas eu pude reconhecer o medo, relacionado à homofobia, na sociedade croata, que hoje ocupa o lugar que era do nazismo e do stalinismo.”
disse o diretor a jornal croata.

Depois o grupo partiu para a Grécia
e abriu caminhos para a realização das Bacantes
no teatro de Epidauro em 2010.

Ao voltar
Zé Celso trabalhou mais sobre o texto e
depois de quatro leituras,
o grupo levantou a encenação,
trabalhando principalmente sobre
a interpretação do texto tornado “phala”
em versos musicados.

Estreou em 24 de junho de 2009
na pista do Oficina transformada em chão de camas
para o encontro dos banqueteiros que
reunidos na casa do poeta Agatão,
recém chegado da vitória com Bacantes nas Dionísiacas,
mas ainda na ressaca do banquete anterior,
decidem por outro jogo: dar a Eros, cada um, um canto – e assim beber menos.

Entre eles estão personagens históricas de 2500 anos atrás,
o poeta Agatão feito por Marcelo Drummond,
Aristófanes, o comediógrafo de As Nuvens, interpretado por Dias Paes,
o médico Erixímaco, por Anthero Montenegro, a filósofa Diotima por Camila Mota,
Sócrates, personagem principal através da qual Platão constrói todos seus diálogos, interpretado por José Celso,
Heráclito, o filósofo,
e personagens da mitologia grega, que originalmente surgem apenas nos discursos proferidos
mas estão incorporados na versão do Oficina:
Orpheu e Eurídice em seu caminho para o Hades;
os Andróginos que partidos pelo raio de Zeus tornam-se homem e mulher
na encenação ritual do mito de surgimento dos gêneros a partir dos transgêneros;
e Eros, nascido do pai Poros e da mãe Penia, a Necessidade, cujo parto é encenado;
além de Jesus e Iemanjá.

O Banquete é um dos mais de trinta diálogos filosóficos escritos por Platão no século V a.c.
e hoje considerados obras seminais do pensamento ocidental,
estudados diariamente por filósofos e fundamentais na formação das teorias da psicanálise.
Em todos eles, Sócrates, fundador da academia peripatética, que em vida fora o mestre de Platão,
aparece como interlocutor preferido das personagens.

O Bori de Pratão é oferecido a Eros,
ao amor, de qualquer tipo;

“Muitas pessoas hoje fazem guerra contra o amor, mas nós estamos lutando pelo amor. E não precisamos de armas para isso, nossas armas são música e poesia. Amor, assim como teatro, dá poder, cultiva a vida, e necessitamos, a todo tempo, poesia, como ar.”

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