O Movimento Bixigão nasceu em dois mil e dois, como resposta prática para a transformação pacífica da marginalização nascente no bairro do Bixiga e a descaracterização dos gens mestiços do bairro.

Baseados no estatuto da Associação Teatro Oficina, criamos uma Usina Cultural Sem Fronteiras, para cruzar e devorar religiões, mitos, países, formas, leis e mídias.

Iniciamos o projeto em pequena escala, abrindo as portas de nossa sede para que crianças e jovens em situação de risco social, moradores de ocupações e cortiços do bairro, participassem em coro de oficinas gratuitas de diversas artes, norteadas pelo estudo e montagem de uma obra teatral.

Até hoje mais de 800 integrantes circularam pelas oficinas de capoeira, teatro, música, ciranda, jardinagem, circo, cozinha, pin hole, vídeo, web radio, documentário, atuação, dança, artes plásticas, construção de instrumentos, tecelagem, internet, corpo, voz, alfabetização dramatúrgica, percussão, cordas e piano. Todo trabalho tem como objetivo ampliar a potencialidade humana, social, estética, cultural e artistica.

Essas oficinas foram realizadas através dos seguintes projetos e parcerias:

Os Sertões, estudo e transposição da obra de Euclydes da Cunha para o teatro pelas mãos de José Celso Martinez Corrêa. Foram cinco anos de atividades norteadas pelos capítulos, “A Terra”, “O Homem I e II,” “A Luta I e II”, somando ao todo 27 horas de peça, gerando a participação dos adolescents em cenas corais e a criação do primeiro coro mirim da CIA. Esse coro viajou pelo Brasil e Alemanha num intercâmbio de oficinas com o apoio da Lei de Incentivo ao Fomento do Estado de São Paulo e da Petrobrás.

Revista Bixiga Oficina do Samba, parceria entre o trio Revista do Samba, Grêmio Recreativo Escola de Samba Vai Vai, Cia Teatro Oficina e a Petrobrás. Esse projeto integrou jovens nas oficinas de musicas voltadas ao aprendizado de sambas como interpretes e instrumentistas. Doze meses de oficinas e trabalhos que culminaram na gravação de um Cd, songbook e uma série de shows apresentados em São Paulo

Ponto de Cultura, parceria entre os Ministérios da Cultura, Tecnologia e Educação, projeto que experimentou quatorze oficinas de arte norteados pelo estudo e montagem das obras: Horácios e Curriácios, de Bertold Brecht, montagem e apresentação de Cypriano e Chan-ta-lan, fábula de Luís Antônio Martinez Corrêa e; estudos e performances do “O Bailado do Deus Morto” de Flávio de Carvalho, com apresentação na Bienal de São Paulo 2010.

Somos um Movimento onde os artistas e educadores são convidados a partir da proposta de trabalho de cada projeto. Porém temos um núcleo fixo dividido em um coordenador – produtor, um produtor -coordenador, uma orientadora pedagógica, um psicólogo, um administrador e um corpo de conselho formado pelos representantes da Associação.

Atualmente, realizamos a oficina de circo com coordenação de Verônica Tamaoki e aulas ministradas por Anne Loeckx e artistas circenses convidados. Trabalhamos com crianças dos arredores do Teat®o, dos cortiços do Bixiga e de duas ocupações do Centro de São Paulo.

Com esse projeto queremos consolidar alguns pontos do nosso estatuto: “provocando estudos, debates, ações, com movimentos socias confluentes e divergentes, encruzilhadas na arte e na cultura, na vida social e suas lutas. Pesquisas e realizações e obras inspiradas nos encontros e (des) encontros entre a sociedade selvagem. Utilizar todos os meios, por si mesmo, em associações com entidades correspondentes do país e do exterior para atingir seus objetivos nacionais ou planetários.”

contato = movimentobixigao@teatroficina.com.br
Blog 2008

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