Escrita em 1959, Boca de Ouro é uma trama policial com flash backs de várias versões da investigação sobre a morte do bicheiro Boca de Ouro, feita por repórteres que entrevistam a ex-amante do criminoso, D. Guigui. “Boca de Ouro tem a qualidade becketiana, bossa nova do rigor da rubrica, do texto falado brasileiro. Toda a idiotia da objetividade de toda a subjetividade das várias versões servem para transmitir a energia intensa que irradia das personagens bárbaras que sonham sonhos ridículos como nossos sonhos mais secretos que afinal acabam sendo razão de vivermos”, afirma Zé Celso.

ô quem vem de lá
ô quem vem de lá
Salve o capacete de São Jorge
Seu cavalo é vencedor
ê a
Beira-Mar auê Beira-Mar
Beira-Mar auê Beira-Mar
Ogum já jurou bandeira
Na ponta do Humaitá
Ogum já jurou bandeira
vamos todos Saravá

BOCA DE OURO

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BOCA DE OURO

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Escrita em 1959, Boca de Ouro é uma trama policial com flash backs de várias versões da investigação sobre a morte do bicheiro Boca de Ouro, feita por repórteres que entrevistam a ex-amante do criminoso, D. Guigui. “Boca de Ouro tem a qualidade becketiana, bossa nova do rigor da rubrica, do texto falado brasileiro. Toda a idiotia da objetividade de toda a subjetividade das várias versões servem para transmitir a energia intensa que irradia das personagens bárbaras que sonham sonhos ridículos como nossos sonhos mais secretos que afinal acabam sendo razão de vivermos”, afirma Zé Celso.

ô quem vem de lá
ô quem vem de lá
Salve o capacete de São Jorge
Seu cavalo é vencedor
ê a
Beira-Mar auê Beira-Mar
Beira-Mar auê Beira-Mar
Ogum já jurou bandeira
Na ponta do Humaitá
Ogum já jurou bandeira
vamos todos Saravá

Nos anos 60, o Oficina teve o direito de “Bonitinha mas ordinária” mas acabou montando “O Rei da Vela” de Oswald de Andrade.

Em 99, um convite para ler Boca de Ouro num ciclo de leitura de Nelson Rodrigues, a peça se escolheu, se instalou e… vapt-vupt, estava montada e em cartaz. Estreou em dezembro de 1999 e ficou 5 meses no Teatro Oficina, 1 mês no Rio de Janeiro no teatro do SESC Copacabana, sendo ainda apresentada no teatro de Arena de Ribeirão Preto, SESC Araraquara e no Porto Alegre em cena.
O espetáculo dura 140’ sem intervalo.

Boca de Ouro em Moscou, 2005

Para comprar o DVD de Boca de OUro entre em contato com a Casa de Produção: 11 31040678

DVD Porta Jóia
A teatralidade cinematográfica, a emoção futebolística do marcador de gols e etapas do teatro brasileiro, Nelson Rodrigues, estava mesmo destinada a ser a primeira peça de teatro da era da revolução digital.

O sonho do deus asteca Boca de Ouro, incorporado por atores de última geração, na arquitetura do terreiro eletrônico do Teatro Oficina, na pista-língua vermelho-sangue, pariram este encontro vital da realidade atual do teatro com a virtual. A fonte d’água, o jardim, o teto móvel, a interpretação carnal, libidinosa, bárbara, tragicomedyorgyástica dos atores , o público ao vivo, auditório de entusiasmo radiofônico, libertaram o teatro de sua expropriação virtual exclusiva pela novela, pelo cinemão, pela “seriedade’“ e permitiram uma trepada de todas essas línguas mais a lambida da Câmera de 360° de Chacrinha. O que deu? Uma linguagem inédita filha do amaciamento de uma mídia novíssima com uma antiquíssima. O Teatro inverte sua posição subalterna na mídia virtual e explode seu poder enjaulado num palco italiano, ou nas telinhas com sua língua própria, para atingir a humanidade presente e a eterna, virtual. É o anúncio do teatro de estádio, ligado ás emoções populares como foi a maior criação cênica da humanidade, a Tragédia Grega, hoje plugável. Oferecendo a visão de detalhes cubistas dum olhar transumano (que não se chega a perceber nem no próprio momento em que se assiste de um certo ângulo uma peça ,pela primeira vez). É a epifania dos tabus. Por isso um Totem. Uma visão inédita das artes cênicas gravadas nas infinitas possibilidades do periscópio pulsante do DVD. Não é teatro filmado ou gravado, é teatro pop eletrônico vivo.

A arvore mais antiga da humanidade agora prodigaliza seus frutos nas infindas extensões do milagre digital ordenado pelo profético dedo.

Foram dois espetáculos gravados transbordantes ao vivo, em tardes de sol entrando e se pondo, pelos janelões do Oficina, captando um acontecimento que se deu em todo o espaço com a presença atuante das personagens múltiplos: público de casa mais que cheia, atores, técnicos, câmeras, envolvidos na energia ancorada na carne em ação dos atores possuídos da libido mágica das entidades de Nelson Rodrigues, a emoção do instante captada em seqüência da duração dos espetáculos, sem interrupção.

Seis câmeras, mais a câmera-carne de Tadeu Jungle, planos seqüência do câmera-na-mão do cinema novo: Dib Lutf e a câmera do Tommy, o Fotógrafo do “Sol”. Tadeu Jungle na direção de DVD é o artista pintor de um multicolorido objeto de arte digital á se identificar. Inventou a linha industrial de gravar, elaborada em longos anos de contacto com o Teatro Oficina e com o gênio inventivo do Boca de Ouro: Marcelo Drummond que concebeu o projeto do Festival Teatro Oficina Uzyna Uzona , com dez peças, da ultima década do séculos passado : suas ousadias hoje “clássicos de uma geração”. Alexandre Machado, jornalista e músico na Direção Cultural da Petrobrás, apoiado pelo curador da Arte Teatral Yakoff Sarkovas, no ano 00 & 01, era a pessoa de poder, destinada a compreender o alcance do projeto. A Petrobrás apresenta agora em 2002 para o mundo esta invenção vitoriosa de sua política de patrocínio compromisso com o dinamismo da cultura universal brasileira, através da aposta da Top Tape do Brasil de distribuir exportando em quatro línguas, este produto pioneiro para o Globo. No Brasil, outros teatros estavam prontos para esta renovação, entusiasmados pelo êxito desta primeira experiência já se lançam neste salto no teatro no século 21. Esta caixinha vermelha é no sentido literal uma obra prima, quer dizer, primeira. Inicia um milagre não somente de registro documental mas retoma um prazer milenar da humanidade trazido na sua própria linguagem cênica agora plugada. Você deixa de ser mero espectador e entra nessa ambiência, revive a experiência única do teatro onde e em que tempo você estiver, rindo chorando, gozando, passando pelas catarses, neste novo gol de Nelson Rodrigues na direção de José Celso Martinez Corrêa. Bom apetite. Ah, de sobremesa, uma entrevista ilustrada da história do Oficina, do DVD, making of de informações em prosa, verso e música.
Merda.

“Boca de Ouro é um ensaio sobre o fascínio que o mal exerce sobre a alma humana. “Boca de ouro” não é humano, é super-humano. Está acima de nós como uma águia, e o domínio da águia é Madureira, bairro nostálgico do Rio de Janeiro, imortalizado em letras de samba. Bicheiro (o jogo do bicho é uma loteria não oficial brasileira, geralmente vinculada as escola de samba e atualmente ao tráfico de drogas. Movimenta enormes somas de dinheiro no país), Boca de Ouro mora em uma fortaleza dos subúrbios. Está construindo um caixão de ouro e tem o corpo fechado.

Dele depende a nossa sorte. Ele tanto nos pode dar dinheiro quanto nos matar. Dizem que nasceu numa pia de gafieira, mas ele não gosta quando tocam no assunto. De certo sobre o homem, só a dentadura, e que ele obrigou um dentista a fazer –à custo de muito dinheiro – ainda moço, quando entrou para a mrginalidade.

Pois é. “Boca de Ouro”. O Drácula de Madureira. Pois morreu. Agorinha mesmo. E o Jornal O SOL já enviou seu repórter, Caveirinha, com fotógrafo e tudo até Lins de Vasconcelos para entrevistar Guiomar, a Dona Guigui, ex-amante do Boca. O que ela poderá nos revelar ? Quem foi Boca realmente ? Um mito ? Um covarde ? Um bêbado ? Um cancro social ? Assassino de quantos cadáveres ? E porque matava ?”

Marco Antonio Braz, diretor de diversas montagens de Nelson Rodrigues em São Paulo.

IMPRENSA

“No Elenco, quase todos são jovens. Apesar da pouca experiência, interpretam com muita competência. O encenador não acerta apenas na condução do espetáculo, ele dá um show de direção de ator ainda surpreende no tom da leitura. Impossível não sentir empatia com as emoções das personagens, como convém a um bom artista brechtiano…” Maria Lúcia Candeias – Gazeta Mercantil – 20/01/2000

“…o ponto de encontro de José Celso Martinez Corrêa e Nelson Rodrigues, por si só, é um marco na história do teatro brasileiro. É instigante acom panhar a tentativa de cruzamento de um texto eminentemente realista com a interpretação dionisíaca que caracteriza o trabalho da Cia. Uzyna Uzona.” Valmir Santos – O Diário de Mogi – 23/01/2000

“O encontro do Oficina Uzyna Uzona com Nelson Rodrigues, tardio mas bem vindo, não poderia resultar melhor. Boca de Ouro é um espetáculo que prima pela originalidade, qualidade, seduzindo o público desde a primeira cena.” Aguinaldo Ribeiro da Cunha – Diário Popular

“Em Boca de Ouro… parece ter sido escrita para o ousado diretor. O curioso é que, apesar de admirar Nelson Rodrigues, Zé Celso nunca havia montado nenhum de seus textos. O resultado é um passeio de mais de duas horas pelo subúrbio carioca. A montagem aproxima os personagens da platéia, mas não subtrai deles a poética e universalidade imprimida por Nelson.” Mônica Santos – Diário do Grande ABC – 23/12/1999

“Eis que José Celso Martinez Corrêa resolveu encarar Nelson Rodrigues. O histórico diretor do Oficina não se deu mal na empreitada… Nele Zé Celso e trupe circula à vontade para escancarar as relações humanas em seu estado primitivo.” Debora Mamber – Veja São Paulo – 31/12/1999
“São sempre bonitas, energéticas e muito bem conceituadas as encenações dirigidas por José Celso Martinez Corrêa. Mas nesse caso, são também muito bem construídos os personagens. Com esse elenco jovem e afiado, o Oficina prepara-se para enfrentar, com a encenação de Cacilda!, parte do repertório consagrado pelo Teatro Brasileiro de Comédia. Quem faz tão bem uma peça de Nelson Rodrigues, sendo ao mesmo tempo fiel à letra e ao espírito rebelde desse dramaturgo, fará bem muitas outras coisas.” Mariangela Alves de Lima – O Estado de São Paulo – 28/01/2000

“A direção de Zé Celso é fiel a Nelson Rodrigues. Não foi cortado uma linha do original. O diretor em nenhum momento procurou sobrepor-se ao texto. Ao contrário dialoga com ele de forma brilhante. Zé Celso desenhou com absoluta clareza cada cena.” Alberto Guzik – Jornal da Tarde

“A atuação de Marcelo Drummond é a melhor notícia deste Boca de Ouro. O carioca de tragédia está lá, por inteiro… No geral, as atuações são o melhor do espetáculo do Oficina. Nelson Rodrigues escrevia para atores, mais do que para encenadores.” Nelson de Sá – Folha se São Paulo – 18/12/1999

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