Santidade é ambientada em um palco-cama, no centro da pista do teatro, circundado por tapetes, pufes, poltronas e sofás que acomodam a platéia, levando-a à intimidade da situação. No enredo, a relação entre um homem maduro (José Celso Martinez Corrêa) e um jovem sem grandes pretensões na vida (Haroldo Costa Ferrari) é abalada com a chegada de um seminarista (Fransérgio Araújo), que busca os conselhos do irmão. O estilista Alexandre Herchcovitch assina o figurino e Marcelo Comparini é responsável pelo cenário.

A montagem comemora os 40 anos da peça, escrita em 1967, no mesmo ano em que o Tropicalismo – estética cultural em que Santidade se apresenta – também comemora seus 40 anos. A direção segue o texto original, atualizando-o para o contexto da São Paulo do Século XXI. Esse texto foi Censurado pelo então Presidente da república, General Costa e Silva, que em rede nacional de televisão classificou-o como o tipo de peça que nunca seria encenada no Brasil. A montagem busca trazer às gerações posteriores aos anos 60 e 70 uma reflexão a partir da poética peculiar do autor que instigou, principalmente, a juventude daquele período e que hoje é ainda mais adequada.

Segundo o diretor Marcelo Drummond, Santidade é uma peça escandalosamente bonita e ainda comenta: ?Nas primeiras cenas estão dois homens na cama abordando temas da vida, mas inúmeros momentos, que passam pela moral religiosa, se sucedem?. É Importante ressaltar que todas as peças de José Vicente contêm notas autobiográficas, o que dá às encenações uma característica ímpar de verossimilhança com o que está sendo abordado e o que realmente aconteceu. Tudo foi sentido, experimentado, digerido e trazido à tona para aqueles que sabiam que algo os incomodava, mas não sabiam decifrar o quê.

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