DIA 24 DE JANEIRO DE 2011, ÀS 20H, NO TEATRO JOSÉ DE ALENCAR, em Fortaleza – CE.

E ao vivo pelo site do Oficina em www.teatroficina.com.br/aovivo

As Dionizíacas são patrocinadas pelo Governo do Ceará e fazem parte da comemoração do centenário do Theatro José de Alencar.

Entrada gratuita. Pede-se ao público trazer doces para Cosme, Damião e Doum. Taniko é a única das quatro peças com entrada livre para crianças de todas as idades. Os ingressos serão distribuídos uma hora antes do início do espetáculo.

Veja fotos de Taniko em Salvador, por Neander Heringer

Peça da Companhia de Zeami (1363 a 1443), ator, compositor, diretor, dramaturgo, dançarino, filósofo, grande Criador do Teatro Nô, o Shakespare Japonês.

Encena a viagem iniciática dos Yamabuchi peregrinos em busca de remédio para a mãe do aprendiz Cogata que os acompanha. É um espetáculo-culto de meditação espacial e atuação teat®al. Com Taniko é trabalhada a própria viagem dentro do Budismo e na recriação do Oficina o Nô Bossa Nova Tranzênico. O Nô é um culto como o Candomblé ou a missa e se realiza como Cerimônia Sagrada, da mesma forma como faz João Gilberto sagrando o que canta. Assim, a Bossa Nova, nesta peça revela-se influenciada não somente pelo Jazz, mas também pelo Zen Budismo. Nem deve ser por outra razão que João Gilberto ama e é tão amado no Japão, onde depois do Carnegie Hall em Nova York, vai dar seu Show dos 50 anos da Bossa Nova. O musical traz ao Yoga, o rebolado da Bossa Nova e passa como uma Meditação teatralizada, em que o público sai em Catarsis pela Luz emanada do BUDA BUNDO.

HISTÓRICO

O Oficina realizou a primeira versão desta obra que depois entraria para o repertório da Companhia no ano de 1997, no dia 23 de dezembro, por celebração da eternidade, em seu décimo aniversário de morte, de Luís Antônio Martizez Corrêa, irmão de Zé Celso, que havia encenado a peça pouco antes de ser assassinado no Rio de Janeiro. A encenação ficou em cartaz no ano de 1998 no Teatro Oficina e viajou ao Rio de Janeiro. Em 2008, cem anos depois do primeiro navio, o Kasatu Maru, aportar no Brasil e dar início à imigração japonesa, o Oficina recriou a peça que passou de rito do Vale, no original, a rito do Mar. Estreou no dia 9 de maio, comemorou o aniversário de Luís Antônio em Araraquara em 24 de junho e depois ficou em cartaz na sede do Oficina, à rua Jaceguai, durante aquele ano. Em 2010 é a peça que abre as Dionisíacas.

SINOPSE

No barco vem o menino KOGATA. Arrisca-se ao deixar a mãe doente no Japão, a seguir com o Mestre e os mochileiros, para o Brasil, sabendo da existência da GRANDE LEI que estabelece que quem nesta VIAGEM INICIÁTICA for tomado de um grande cansaço, ou ficar doente, tem de estar de acordo em dizer aos companheiros que sigam em frente e o deixem no caminho. O KOGATA é vencido pelo cansaço, na Longa Viagem, quando o barco encalha na ilha de Inhatú Mirim em Florianópolis. Esta parada forçada é o lugar escolhido pelo desconhecido para a Tragédia acontecer.
O Menino KOGATA atira-se aos braços do Mestre e revela não estar mais aguentando o cansaço da Viagem. O Mestre inquieta-se e procura acalmar o Menino. O TSURI, Segundo Mestre, e os Iamabuchis ouvem o Menino fazer esta confissão e entristecidos decidem praticar com ele o “RITO DO MAR”, deixando-o abandonado no Mar, de Acordo com a Grande Lei. Mas o Cogata diz Não. Exige que o comam, e depois o joguem morto no mar, pois não quer morrer só, no Oceano.
Os Iamabuchis cumprem o Rito apesar do Mestre tentar impedir. Depois do feito, o Mestre apaixonado pelo discípulo, não quer mais seguir a viagem e pede para ser submetido ao “RITO DO MAR”. Os Iamabuchis desesperados não sabem mais o que fazer e ficam paralisados na embarcação, esperando a Morte. Mas o Mestre diante do desespero de todos, concorda em continuar a Viagem, se a Grande Lei for transmudada em: “NÃO SE MATA O QUE SE AMA”.
Invoca o Poder de Zeame, o criador do Nô para inspirá-los no que fazer, para ter de volta o Menino KOGATA. Zeame surge, e incita-os a continuar até o Porto dos Santos onde o Marinheiro Negro da Embarcação, que queima nas Fornalhas do Navio, virará BUDA BUNDO e trará o Menino de volta, num Rito de Teatro de Candomblé.
Eles seguem viagem, chegam ao tão esperado Porto de Santos e encontram-se com CACILDA ARIADNE LULU, que dá a eles o fio do LABRYNTRO pra encontrar o BUDA BUNDO no Terreiro do Fundo do Mundo. Com seu fio em Caracol vão percorrendo o Labryntro até encontrar o BUDA BUNDO, que invoca o demônio GINGAKÚ e tira o Menino do Mar. O iogui brasileiro São João Gilberto é invocado no Canto de retorno do Kogata à vida.

PERSONAS

WAKI: um Yamabushi no grau de Sotsu no Ajari = Ator rei – Marcelo Drummond
KOGATA: O menino Matsuwaka – Ariclenes Barroso
SHITÉ: a mãe do menino – Máscara de Cacilda Lulú – Luiza Lemmertz
TSURE: o sub-chefe dos Yamabushis – Hector Othon
O BUDA BUNDO – Cellia Nascimento
ZEAME – José Celso Martinez Correa
O CORO DE YAMABUCHIS – Acauã Sol, Lucas Weglinski, Camila Mota, Rodrigo Jubeline, Anthero Montenegro, Rodrigo Humeres, Letícia Coura, Mariano Mattos


Clique aqui para baixar a reinterpretação do diretor para a atual montagem em PDF de 9 pgs.


O Oficina realizou o rito-peça Taniko, de Zenchiku, na semana do Sesc Paulista em homenagem aos 100 anos da Imigração Japonesa, em 22 e 23 de abril de 2008 e temporada entre maio e junho na sede do Teatro. Em 24 de junho de 2008 foi encenado na Semana Luís Antônio em Araraquara.

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