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Resposta de Zé Celso para matéria “Obra de S...

Resposta de Zé Celso para matéria “Obra de Silvio Santos…”

RESPOSTA DE JOSÉ CELSO

Minha posição diante da matéria da Folha Cotidiano hoje, 11 de fevereiro, sobre a alteração da Obra de Silvio Santos exigida pelo Conpresp: A Obra de Silvio Santos terá de ser muito alterada para Obra de Zé Celso, Corifeu do movimento social 1.2.3.4, que levará o nome de Silvio Santos.

1.2.3.14

O dia 14 é reestréia pública do final desta peça de sucesso em cartaz há 25 anos:

“A PAIXÃO MANÍACA DO TEATRO OFICINA X SHOPPING SILVIO SANTOS”

Que beleza se um crítico teatral pudesse criticar esta meta-peça dos amores e ódios today, entre o Global Broadcasting e os que não querem, by all the world, subordinarem-se a esta paixão mas amasiarem-se com ela para criar mais vida! Nós iríamos entender tanta coisa com esta crítica teatral!

Há 25 anos, a pequena multidão que saca o poder da política que tem a cultura brazyleira, o que Goethe chamava de Bildung, tem impedido o massacre do Teatro Oficina impedindo a construção de um Shopping no seu entorno. Os 400 metros quadrados do corredorzinho da atual rua Canudos-Jaceguay 520 foram conquistados nos primeiros anos desta longa luta. Este ano todo entorno do Teatro Oficina será uma terra arrasada. Por fotos aéreas poderá se ver um quarteirão no umbigo de São Paulo onde um teatrinho no centro de um deserto coloca o ?tupy or not tupy?: o que se contrói e se destrói ali:

– mais um Shopping, e mais um massacre,

ou

– o Teatro Oficina do lado leste, tendo seus janelões abertos para um Teatro de Estádio – Cultura da Multidão – do lado oeste e uma Universidade Popular Antropofágica – Educação, Saúde, Inclusão Social, Convergência Digital Virtual com o ao vivo, atual, para nos inventarmos pra lá de cidadãos, sermos sendo, aptos para atuar fortemente na profunda transformação do mundo contemporêneo sem partir da burrice da fatalidade da guerra e da miséria. O Trans Shoping cultural poderia ser subterrâneo como as raízes e as antenas dos produtos culturais. O todo teria o nome provisório de ?Anhanga-Baú da Feliz Cidade Silvio Santos.?

Esta luta neste ano final acontece com no mínimo 6 táticas simultâneas:

– Justiça. Impedimento da contrução de um Shopping que desfigura a obra de Arte de Lina Bardi e Edson Elito, O Teatro Oficina, Medalha de Ouro da Bienal de Arquitetura de Praga.
– Tombamento Federal pelo Minc de Gilberto Gil e do Iphan-Monumenta agora com o dinamismo de Luis Fernando de Almeida e sua dupla pilotagem.

– Diplomacia: novo encontro com Silvio Santos, promovido pelo Senador Suplicy.

– Entrada em Cena imediata da Multidão que deseja e vai criar o detalhamento, a gestão, o uso do empreendimento.

– Finalização de ?Os Sertões? com a vitória do Desmassacre de Canudos.

– Realização no SESC Pompéía de uma Mega Exposição dos 48 anos de Teatro Oficina vivo.

Estas estratégias de realização deste movimento social tem um dos seus sonhos materializado na conquista de um Quarteirão Antropofágico, estimulador de que o Bexiga retorne sua eterna vocação de ser o umbigo desta São Pã guetada, Cadinho Cantina do Teat(r)o das Gentes Misturadas, out of the guetos.

Dia 14, na Ágora do Oficina, no 1,2,3,14, iniciamos já a criação do Conselho que assume o Teatro de Estádio e a Universidade Popular Antropofágica em movimento de luta e existência.

Este empreendimento nasce do saber de interesse internacional da cultura da Mestiçagem, da Ágorafilia que o Bexiga pariu em suas terras. Um saber ?Vai Vai?, dos Teatros, dos Te-atos, das Cantinas e do reencontro dos Quilombos.

O lendário ?Arte contra a Barbárie?, para nós interpretado como Arte Bárbara Tecnizada devorando a Barbárie Fundamentalista, o fortíssimo Movimento Teatral ainda não suficientemente percebido renascido em São Paulo com os novos grupos fortalecidos pela Lei de Fomento e os sábios desta cultura são os gestores naturais, os Conselheiros. O Teatro de Estádio não pode ser esperado messianicamente, a conquista dele e da universidade de Cultura Antropofágica vai se dar com a atividade pensadora e criadora do forte grupo cultural que São Paulo tem hoje.

A Multidão está convocada para este Banquete dia 14.

O Teatro de Estádio e a Universidade começam neste dia seu destino de ser sendo, na base do ir indo do ?Vai Vai?.

A genial fotógrafa de Teat(r)o Lenise Pinheiro fez num ensaio desta parte final de ?Os Sertões? estas fotos que já são a marca da Luta II: os soldados, as crianças de Canudos, a Multidão do público diante da projeção do projeto urbanistico-arquitetônico de João Batista Martinez Corrêa e Beatriz Pimenta Corrêa, o Duplo das Torres Gêmeas da Igreja Nova de Canudos.

1.2.3.14 invoca os trans-cidadãos, índios para o banquete da devoração das Catequizações. A celebração do reencontro com nossa humanidade corpórea animal, mineral, divina, bárbara tecnizada, buscando a partir da nossa ignorância, de nosso desejo e fome, atravessar este século devorando e transformando seu estado de guerra, exclusão e anti-desenvolvimentismo em Comida da Vida.

José Celso Martinez Corrêa

*Goethe conceituava para uma elite, no Brasil entenda-se esta elite como todo o povo brasileiro excluído, o que cria e mantem a nós todos vivos por sua arte de sobreviver.

M E R D A

*MATÉRIA*

Prefeitura diz que projeto de complexo ao lado do Teatro Oficina não está dentro de exigências arquitetônicas
Obra de Silvio Santos terá de ser alterada

__JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
DA REPORTAGEM LOCAL__

A Prefeitura de São Paulo pediu mudanças no projeto do complexo que o Grupo Silvio Santos planeja construir ao lado do Teatro Oficina, no bairro do Bexiga, no centro da cidade.
Os técnicos do DPT (Departamento do Patrimônio Histórico) querem que o projeto arquitetônico reduza ou minimize o impacto visual do paredão do complexo que fica nos fundos do casario tombado nas ruas do Bexiga e Japura. Por estar no entorno de uma região tombada, o empreendimento tem que se adaptar às exigências do órgão.
Segundo o parecer do órgão, da forma como está, a topografia da área faz com que o paredão fique em desacordo com as características arquitetônicas da região.
O empreendimento, aprovado pela prefeitura em 1994, foi objeto de intensa polêmica entre o Grupo SS e o diretor de teatro José Celso Martinez Corrêa, que está à frente do Oficina.
No entanto, apesar de estimular uma região degradada, considera-se que a obra pode descaracterizar uma área simbólica para o teatro brasileiro.
O empresário pretende construir um shopping e ainda um teatro, que ficaria ao lado do Oficina, instalado naquele local há quase 50 anos.
Segundo o Grupo SS, o investimento no complexo, orçado em R$ 75 milhões em 2000, está mantido, mas depende da aprovação dos órgãos municipais para deixar a prancheta. No ano passado, o grupo dizia esperar iniciar a obra ainda neste ano.
Em outubro do ano passado, o Grupo SS demoliu o imóvel onde funcionava uma sinagoga na rua Abolição. Em negociações com o Grupo SS, o diretor havia sugerido a preservação do prédio do templo israelita, a fim de transformá-lo em sede de uma universidade para formação de artistas.
Segundo o diretor do DPH (Departamento de Patrimônio Histórico), Walter Pires, as mudanças pedidas visam dar “”mais equilíbrio” à obra e evitar que haja uma mudança brusca na paisagem.
“Agora depende dos arquitetos [contratados para o projeto]. Podem, por exemplo, sugerir uma nova altura para a parede. É preciso mudar a configuração”, disse.
O arquiteto Francisco Fanucci, do escritório Brasil Arquitetura, disse que, com o desenvolvimento do projeto, aquele paredão já foi retirado. “Já está diferente. Houve um desenvolvimento posterior do projeto. Não existe mais essa configuração”, disse Fanucci. Foi dado prazo de 30 dias, a partir de terça-feira, para que o escritório se manifeste ao Conpresp.