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Texto de Marília Gallmeister e Carila Matzenbacher sobre o Bixiga

O bairro do Bixiga, antes possessão da escrava alforriada Libertas, aglutinou toda espécie de ocupação de insurgências: escravos fugidos criando quilombos – como o Saracura – e depois expulsos de suas terras para as cabeças de porcos dos porões das casas; imigrantes italianos calabreses trazendo suas artes e ofícios e seus saberes impregnados nos sobradinhos, hoje tombados (mais de 900 tombamentos de naturezas diferentes); nordestinos de todas as partes, gestando o que hoje é a vocação do bairro, a de Território de todas as Artes e da manifestação de todo poder humano.

Assim começa o texto escrito por Marília Gallmeister e Carila Matzenbacher, Arquitetas Cênicas do Teat(r)o Oficina, que publicaram o material no portal “Vitruvius”:http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/15.180/5617, um dos mais prestigiados espaços nacionais para a reflexão sobre questões referentes a Arquitetura, Urbanismo e ideias relacionadas ao universo das nossas grandes cidades. No texto, “que pode ser conferido na íntegra aqui”:http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/15.180/5617, elas apresentam o projeto de criação e transformação permanente do bairro do Bixiga que vem sendo formatado pela Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona em parceria com diversos agentes de todo o mundo; um novo tempo de uma bola lançada por Lina Bo Bardi e Edson Elito, que é também o embrião de um Urbanismo Antropófago, uma proposta pra além dos lotes e quadras e dos abstratos limites riscados um dia na cidade de Sampã.