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Thomas Ostermeier visita o Oficina

*“É muito impressionante. Fico imaginando como vocês ocupam o espaço”.*

O comentário do diretor teatral alemão Thomas Ostermeier sobre o Teatro Oficina foi feito durante a conversa que ele teve no último dia 31 de maio com os associados da Uzyna uzona, dentro de mais uma ação da Universidade Antropófaga.

*“É difícil imaginar atores de teatro alemães tão conectados com o lugar em que trabalham, sendo mensageiros do que fazem, para além do emprego, sem parecer estar orientados só para a carreira, a fama.”*

Atento, simpático, bem humorado e visivelmente curioso sobre o Teat(r)o Oficina e o projeto do Anhangabaú da Feliz Cidade, visitou o terreno do entorno do teatro, o Circo Oficina e as galerias, camarins, guarda roupa e pista criados por Lina Bardi, antes de iniciar um bate papo sobre arte contemporânea, Teatro Alemão, o dia a dia do Schaubühne Berlin e as diferenças entre seus atores e os atuadores do Oficina.

*“Hoje nosso teatro quer falar do homem em meio à crise, do seu papel no mundo globalizado, em como esquecemos de ser seres humanos.”*

Desde 1999 Thomas Ostermeier é o diretor geral do prestigiado teatro Schaubühne, em Berlim, e veio ao Brasil essa semana para participar de um evento sobre jornalismo cultural. Promoveu também uma palestra aberta e um workshop para atores no Goethe Institut de SamPã.

*“O Poder tem uma face, mas ela está mais escondida nos dias de hoje”.*

Os diretores e atores sob sua coordenação estão envolvidos hoje em 29 espetáculos do repertório da companhia, seja nas sessões diárias do Schaubühne, seja nas diversas turnês que realizam pelo mundo.

*“Não sou um artista!”*

Entre as peças que estão sendo produzidas atualmente estão Sonhos de uma Noite de Verão (Shakespeare), O Inimigo do Povo (Ibsen), Antígona (Sófocles) e O Misantropo (Molière), além de muitas outras montagens de dança e teatro que buscam uma visão política, crítica e experimental de questões da contemporaneidade. Foi exatamente essa busca que rendeu a Ostermeier o Leão de Ouro da Bienal de Teatro de Veneza pelo conjunto de sua obra, em 2011.

*“Existe uma ideia comum de que ninguém é culpado de nada, de que tudo é relativo; esse constante relativismo é o melhor que pode acontecer para quem está no poder.”*

Na conversa com os artistas do Oficina, respondeu abertamente a várias questões e também fez perguntas, numa troca antropofágica de mais de duas horas.

*“Acho corajoso você dizer ‘isso é certo, aquilo é errado’; a maioria das pessoas de teatro não se atreve mais a assumir essa posição, pois acha que é sofisticado dizer que tudo é relativo.”*

No final, ainda ganhou duas caixas com DVDs produzidos pela Uzyna Uzona: os cinco filmes de Os Sertões e o Box de 50 anos com as filmagens de “Os Bandidos”, “Cypriano e Chan-ta-lan”, “Taniko – O Rito do Mar” e “Vento Forte para um Papagaio Subir”. E partiu sugerindo ao Oficina comer o trabalho do “The Freedom Theatre”:http://www.thefreedomtheatre.org/aboutus-new.php, grupo criado dentro de um campo de refugiados na Palestina que trocou bombas e ataques suicidas pelo poder do Teatro.

*“Por que vocês não me chamam…!?”*


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