Última semana de Cem Anos de Solidão

De uma forma inusitada, a Cia. Bananeira e o Teatro Inflável 2 transformaram o Teatro Oficina em um palco italiano para ler Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Márquez. Neste fim de semana, de sexta a domingo, às 20h, serão lidos os últimos capítulos do romance.

Com atores vindos da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, as leituras têm atraído um público diversificado. O projeto atém-se ao texto completo de Garcia Márquez, mas com alguns recursos cênicos e de interpretação que seguram o fluxo de atenção da platéia. É uma oportunidade de entrar em contato com esse clássico da literatura mundial de uma maneira mais próxima, propiciada pelo teatro.

Para os idealizadores, o projeto é também uma forma de destacar a proximidade entre os países da América Latina. As questões sobre identidade, nesse mundo de fronteiras ilimitadas, têm sido o principal ponto de partida para as pesquisas realizadas pela Cia de Teatro Inflamável 2, diz o texto de divulgação do projeto. Nesta relação entre o individual e o coletivo, localizamos nossa identidade dentro do contexto da América Latina. O ponto de união entre os países latino-americanos é a sua origem: a colonização e sob formato de colônias de exploração. Desde então, a presença de diversos povos trouxe para o continente diferentes culturas e tradições, que se mesclaram de forma indefinida, compondo uma ampla gama de manifestações o que caracteriza uma heterogeneidade cultural. Por ser composta de culturas tão diferentes e tão interligadas, a América Latina não tem, por referência, nenhum centro sólido, não segue um padrão único. Isso a caracteriza como descentrada ou centrada sobre o ilusório.

A entrada é franca, com colaboração opcional de R$$ 10.