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URGENTE | NOTA DE ESCLARECIMENTO

URGENTE | NOTA DE ESCLARECIMENTO

#FICAOFICINA

IÓ ARTISTAS! PÚBLICO! POVOS DO BRASIL E DO MUNDO!

IÓ toda gente!

EM FACE DOS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS NO PAÍS DO GOLPE

TORNAMOS PÚBLICA ESTA NOTA DE ESCLARECIMENTO DO TEAT(R)O OFICINA

SOBRE A DECISÃO DO CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) FAVORÁVEL AO PROJETO DO GRUPO $$. REEXISTINDO A PARTIR DE AGORA EM CONTRACENAÇÃO PÚBLICO-POLÍTICA NA FORÇA DA ARTE, NA FELIZCIDADE GUERREIRA, LUTAMOS PARA QUE NÃO VENHAM AÍ AS 3 TORRES DE 100m DE ALTURA + SEUS ESTACIONAMENTOS DE 3 ANDARES ABAIXO DA TERRA NUMA CONSTRUÇÃO DE ENCAIXOTAMENTO ENTORNO DO TEAT(R)O OFICINA, COM IMPACTOS SEVEROS DA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA TANTO PARA O BAIRRO DO BIXIGA QUANTO PARA AS PRÁTICAS ARTÍSTICAS DA COMPANHIA.

Agora, no Brasil das censuras, dos golpeamentos políticos e das posturas fascistas, a  luta do Oficina se conecta a todas as lutas públicas pela arte, pela cultura, pela terra. Por um modo de existir que resiste. TEKOHA em guarani significa lugar onde se exercita um modo de existir. A diferença. O obscurantismo desse tempo precisa ser combatido na tomada de fôlego e partido, na luta pelo comum, na força das presenças que se encontram pra cercar e devorar essa pequena serpente q já saiu do ovo, e rasteja.

a alegria É a prova dos nove.

HISTÓRICO DA LUTA

Fundada em 1958, a Companhia Teat(r)o Oficina é a mais longeva companhia de teatro do país, dirigida desde sua fundação por José Celso Martinez Corrêa. Sua sede, o Teat(r)o Oficina, obra de arte tombada pelo CONPRESP, CONDEPHAAT e IPHAN, foi esculpida por uma incessante criação artística, ininterrupta por quase seis décadas. Em 2015 foi considerado pelo crítico de arquitetura do jornal The Guardian o melhor e mais intenso teatro do mundo, seguido pelo Epidaurus, na Grécia, e pelo Grosses Schauspielhaus, em Berlim.

Em 1982 na gestão de João Carlos Martins na Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, que, com uma visão de artista gestor, já previa a construção do projeto de Lina Bo Bardi e Edson Elito, o Teat(r)o é tombado pelo CONDEPHAAT, tendo Aziz Ab’Saber como presidente e Flávio Império como conselheiro que cria o laudo defendendo o movimento de expansão da linha de trabalho da companhia.

Em 1983 o Teatro é desapropriado pelo estado e seu prédio passa a integrar o domínio público e tornar-se um espaço inteiramente consagrado à ação cultural sob a direção do Oficina, para a continuação de suas pesquisas cênicas, que incluíam a construção de um novo teatro, que levasse em frente às descobertas teatrais sem palco e plateia: um terreiro com tecnologia de luz, som, vídeo, que se estendesse pelo entorno do Teatro, nas áreas cobiçadas e demolidas pela especulação imobiliária em São Paulo. Esse projeto de Lina Bo Bardi e Edson Elito foi inaugurado em 1993 com a encenação de Ham-let, de Shakespeare.

O TEAT(R)O OFICINA LUTA HÁ 37 ANOS, hoje com o apoio dos moradores do bairro, para transformar este terreno, no coração de São Paulo, numa terra pública, voltada para o cultivo das culturas que a criaram.

AGORA!

É urgente desfazer o equívoco sobre a motivação desta luta, que não se trata de transferir a propriedade do terreno para a companhia Teat(r)o Oficina, mas de abrir aos moradores do bairro e da cidade esta TEKOHA, terra livre, onde já habita uma oficina de florestas e se exercita, há 37 anos, a poética do vazio como uma construção de respiro em meio ao tecido urbano fissurado de sampã, que está dentro de um bairro que é patrimônio Público, que abriga 1/3 dos bens tombados da cidade, e é testemunha da formação histórica, da criação e das transformações da cidade de São Paulo.

Em setembro de 2016, em maioria, os conselheiros do CONDEPHAAT, o órgão de preservação do patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do estado de São Paulo, votaram contra a construção das torres que assombrariam o Teat(r)o Oficina e todo o entorno do bairro tombado do Bixiga.

Na manhã da última segunda feira, 23 de outubro de 2017, em votação aberta e direito de deliberação do conselho, foi votado o recurso do Grupo Silvio Santos, requisitado em setembro de 2016 após a decisão histórica do CONDEPHAAT.

O parecer do conselheiro relator Fábio André Uema Oliveira foi favorável ao projeto do Grupo $$. Em 19 páginas de relato, o texto construiu uma narrativa arbitrária e contraditória com argumentação ora favorável ora refutando a construção das torres, caracterizando uma carência de embasamento claro que sustentasse sua decisão.

A votação precisava de maioria qualificada (⅔ dos presentes) para contemplar o desejo do Grupo $$. Em quórum de 22 conselheiros, apenas 7 votaram contra o recurso e os outros 15 a favor do pedido.

Fica evidente a arbitrariedade na tomada de decisão de um órgão público, de defesa do patrimônio que, ao invés se manter fiel aos fundamentos de sua criação, aniquila o próprio patrimônio histórico e cultural do bairro do Bixiga, representado diretamente, neste caso, pelo Teat(r)o Oficina, pela Casa de Dona Yayá e pelo Teatro Brasileiro de Comédia (TBC).

DÚVIDAS E RESPOSTAS

1 – O que representa a decisão do Condephaat do dia 23/10?

A decisão do conselho permite ao grupo $$ dar prosseguimento ao processo de alvará. A incorporadora tem autorização neste órgão para a construção das torres e para a obtenção de autorizações nas áreas de mobilidade, meio ambiente, etc… seguindo o plano diretor da cidade.

2 – O Silvio Santos pode começar imediatamente a construção das torres?

Não. A decisão do Condephaat permite que o grupo $$ caminhe pelos trâmites legais até chegar ao alvará da construção, que só então permitiria o começo das obras. Mas antes do alvará na prefeitura o empreendimento precisa passar pela aprovação nos demais órgãos do patrimônio, Conpresp (municipal) e Iphan (federal), já que o Teat(r)o Oficina é tombado nas três esferas de preservação. O Iphan já barrou a construção deste empreendimento, mas não impossibilitou o grupo de construir. O órgão federal solicitou uma mudança no projeto ainda não atendida pelo grupo $$, que, contrário à decisão, entrou com uma ação judicial, em vigor, contra o Iphan.

3 – O Oficina será destombado?

Pela legislação de órgão estadual de proteção ao patrimônio não existe a figura legal de destombamento. No entanto, a autorização cedida para a construção de torres na última sessão equivale, na prática, ao destombamento do Teatro, pois ignora a proteção cedida ao entorno dos bens tombados.

4 – A decisão do Condephaat é irreversível?

Não cabe mais um recurso por parte da companhia ou da sociedade civil pedindo revisão da decisão. No entanto, o secretário de estado da Cultura, José Luiz Penna, pela legislação, tem o poder de vetar essa decisão e deve ser pressionado em campanha nacional e internacional para que tome essa decisão corajosa pela cultura e o meio ambiente, já que o terreno em questão é a última área verde no centro de São Paulo.

5 – O Teat(r)o Oficina será destruído com a construção das torres?

O teatro não será demolido pela construção, entretanto, o trabalho praticado neste local há quase seis décadas, em que os espetáculos têm direta relação cosmopolítica com o fora, a cidade, o tempo, o mundo, será dilacerado pelo sombreamento provocado pelos prédios – em estudo feito, o teatro receberá apenas duas horas de sol por dia – pela interrupção da comunicação com o exterior através do janelão – um corte de vidro de 120m², que abre radicalmente o interior do edifício para entrada da luz, da chuva, da noite, da cidade, e que inspira permanentemente a relação com o terreno entorno. Atravessando o janelão como um feixe de vida, a Cesalpina – árvore totem sagrada nascida no interior do teatro é musa das encenações e tem a força de transbordar os limites físicos do prédio.

6 – Essa luta é só do Teat(r)o Oficina? 

Hoje o terreno em questão não só se insere no entorno imediato do Teat(r)o Oficina, mas  nas áreas envoltórias de outros quatro bens Tombados pelo Condephaat, todos os quatro com Tombamento Material e todos eles com áreas envoltórias (Raio de 300m) a serem regulamentadas: Teatro Brasileiro de Comédia (1982), Casa de Dona Yáyá (1998), Escola de Primeiras Letras (1992) e Castelinho da Brigadeiro (1984).

Para além dos bens tombados pelo Condephaat, todo o bairro do Bixiga é tombado pelo órgão de preservação Municipal, Conpresp, e abriga pelo menos ⅓ dos bens tombados em São Paulo. Todo um território de valor arquitetônico, histórico, cultural e urbanístico não está sendo considerado neste processo.

Pela resolução do Conpresp, não só os prédios de valor histórico ficam protegidos, mas também o traçado do bairro, sua geomorfologia, seu valor ambiental e cultural.

7 – Qual o impacto da construção das torres no bairro do Bixiga?

O impacto das torres do grupo $$ incidem sobre todos estes elementos:

  • aumento exponencial do tráfego;
  • especulação imobiliária sem precedentes;
  • violenta transformação da paisagem de um bairro que tem como característica um conjunto arquitetônico baixo;
  • interfere na insolação e na ventilação, com assombroso sombreamento nas áreas que ficarão sob o impacto das torres;
  • impacta diretamente o rio do Bixiga que atravessa o terreno todo e atinge, sobretudo, a vocação de um bairro cultural, popular, que cultiva a potência do encontro entre múltiplas forças artísticas e culturais – os teatros, os sambas, os churrascos de rua, o futebol, as caminhadas a pé, o pequeno comércio, o corpo a corpo entre moradores, artistas, imigrantes, refugiados, transeuntes… caracterizando a singularidade de modos de existir que resistem a força da grana que ergue e destrói coisas belas.

 

 

8 – Como participar e colaborar com o Teat(r)o Oficina e o bairro do Bixiga? Qual o roteiro de ações?

A primeira ação é pressionar o secretário de cultura pelo VETO DA DECISÃO.

Caso ele seja favorável à construção das torres, será preciso fazer pressão no IPHAN, CONPRESP e em todos os órgãos responsáveis pelas autorizações necessárias para obtenção do alvará do projeto do Grupo $$.

Y +

  • Compartilhar os vídeos, textos, imagens dessa luta, que não diz respeito à uma companhia, mas a toda cultura. 
  • Conhecer o trabalho da companhia, assistir aos espetáculos, e ter a dimensão no próprio corpo da relação direta entre teatro e cidade através da arquitetura do teatro. Confira a programação em www.teatroficina.com.br
  • Tornar-se  co-produtor da companhia através da plataforma www.teatroficina.org para a manutenção do espaço e do trabalho.

 

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